Donald Trump conduziu reunião com integrantes do primeiro escalão governamental nesta quarta-feira (27)AFP / Reprodução
Publicado 27/05/2026 15:22 | Atualizado 27/05/2026 15:26
O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a dizer que o Estreito de Ormuz estará "aberto a todos" e que nenhum país controlará a importante rota marítima, já que o local contempla "águas internacionais". Apesar da sinalização, ele destacou que os americanos pretendem "monitorar" o estreito e, no momento certo, Washington liberará os barcos presentes na região.

Em reunião de gabinete nesta quarta-feira (27), Trump minimizou os efeitos de uma possível reabertura de Ormuz no mercado de energia, destacou que os EUA "possuem muito petróleo", mas mencionou que os preços da gasolina cairão como antes do início do conflito e que a administração está trabalhando "arduamente" para reabrir as reservas de petróleo da Califórnia. A alta dos preços também foi destaque na fala do secretário do Tesouro, Scott Bessent, que classificou os valores como "transitórios".

Sobre as tratativas com o Irã para encerrar a guerra, o mandatário demonstrou cautela sobre as condições de um tratado definitivo: "Acho que não temos certeza se os EUA devem fechar um acordo com o país persa, caso não haja um entendimento sobre os Acordos de Abraão, mas no âmbito do rascunho com o Irã, o Estreito de Ormuz seria aberto imediatamente", ponderou o presidente. "Acho que estamos indo bem nas negociações. O acordo deve ser perfeito, temos algumas coisas 'entendidas' com os iranianos agora", acrescentou Trump.

Trump afirmou que não está discutindo a flexibilização das sanções contra Teerã e citou não estar confortável com a Rússia ou a China "confiscando" o estoque de urânio altamente enriquecido do Irã. Nos últimos dias, circularam informações de que Moscou e Pequim poderiam, possivelmente, ser os destinos do urânio iraniano - um dos principais pontos para um entendimento entre os EUA e o Irã.

Também presente na reunião, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, subiu o tom contra o poder militar e comercial dos rivais: "Nenhum petroleiro iraniano ao redor do mundo está seguro e o Irã não consegue construir drones ou navios agora", alertou o chefe da pasta militar.

China
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Entre outros temas, Trump afirmou que a China voltou a respeitar os EUA e que Washington está realizando "muitos negócios" com Pequim agora - sem fornecer mais detalhes. Na ponta econômica, Bessent enfatizou que a economia dos EUA está resiliente, mesmo depois do início da guerra no Oriente Médio.
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