Nas últimas semanas, Machado se mostrou disposta a negociar uma transição com Delcy RodríguezAFP
Publicado 02/06/2026 10:06
A opositora venezuelana e prêmio Nobel da Paz María Corina Machado afirmou nesta terça-feira (2) que quer negociar uma transição democrática em seu país sem "rendição" nem "revanche".
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Machado segue pressionando por uma transição democrática desde que o presidente Nicolás Maduro foi capturado em 3 de janeiro, em Caracas, em uma operação especial do Exército americano, e sucedido por sua então vice-presidente, Delcy Rodríguez.
"Aqueles que agora exercem o poder de forma interina devem ter reconhecido algo que não queriam ver nem aceitar: que a Venezuela não pode se estabilizar, se recuperar nem ser governada indefinidamente sem a maioria democrática que se expressou em 28 de julho" de 2024, data da última eleição presidencial, disse a opositora em uma intervenção telemática em inglês no Oslo Freedom Forum.
"Por isso, a negociação é necessária neste momento, não como rendição, nem como vingança, mas como um esforço sério e firme para transformar uma nova abertura política em uma solução democrática", acrescentou.
Em 28 de julho de 2024, foi realizada uma eleição presidencial na qual Machado, inabilitada pela Justiça venezuelana, não pôde concorrer.
A oposição ao chavismo foi representada nesse pleito por Edmundo González Urrutia e denunciou como fraude a declaração de Nicolás Maduro como vencedor.
Nas últimas semanas, Machado se mostrou disposta a negociar uma transição com Delcy Rodríguez.
Após a captura e a prisão de Maduro nos Estados Unidos, o presidente americano Donald Trump se mostrou, no entanto, agradecido à presidente interina da Venezuela, que realizou uma série de mudanças, entre elas uma nova lei de mineração que abre amplamente o setor às grandes petroleiras americanas.
A líder opositora decidiu dar ao republicano a medalha do Nobel da Paz que recebeu em dezembro de 2025. Ela também defendeu a iniciativa americana de tirar Maduro do poder pela força.
Embora Trump tenha elogiado Machado por seu gesto simbólico, ele não apoiou a opositora nem a oposição venezuelana para que assumam o poder, e se mostrou cético sobre sua capacidade de liderar a nação sul-americana.
Machado, considerada uma fugitiva pelo governo de Rodríguez, afirmou novamente que quer voltar "muito em breve" à Venezuela, sem anunciar datas.
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