Publicado 30/06/2026 10:28
A polícia procura nesta terça-feira (30) o suspeito de ter deixado um pacote explosivo que feriu um empresário ucraniano e outras duas pessoas na noite desta segunda-feira (29) em Mônaco. O ataque sem precedentes abalou o principado, conhecido pelo alto nível de segurança.
PublicidadeDezenas de agentes foram mobilizados em Mônaco, enquanto dois helicópteros e cerca de 30 guardas fazem buscas na França por um homem que deixou um pacote no saguão de um edifício residencial próximo à fronteira, informou a polícia.
O artefato explodiu por volta das 21h (16h em Brasília) de segunda-feira, deixando um homem e uma mulher gravemente feridos e um adolescente com ferimentos leves, segundo as autoridades locais.
O procurador de Mônaco, Stéphane Thibault, se recusou a revelar quem era o alvo do atentado, mas várias fontes indicam que se tratava do empresário Vadim Yermolaiev, ucraniano residente permanente em Mônaco e naturalizado cipriota.

Os feridos foram levados para um hospital na cidade francesa de Nice. O procurador informou ainda que o homem foi estabilizado, mas que o estado da mulher é "crítico, com risco de morte". Ele acrescentou que a explosão é investigada como uma "tentativa de homicídio", embora, por enquanto, não seja considerada um ato "terrorista".
O chefe de Governo de Mônaco, Christophe Mirmand, afirmou não ter conhecimento de ameaças específicas contra Yermolaiev. Mirmand havia informado anteriormente que várias testemunhas forneceram informações que poderiam ajudar a identificar o suspeito, e acrescentou que o artefato explosivo aparentemente continha parafusos metálicos e chumbinhos.
Os serviços de emergência também atenderam outras quatro pessoas por estado de choque e cortes provocados pelos vidros estilhaçados na explosão.
Yermolaiev, bilionário residente em Mônaco, está sujeito a sanções impostas por Kiev desde dezembro de 2023. Segundo informações divulgadas na época, os serviços de segurança ucranianos justificaram as sanções por suas atividades no setor de bebidas alcoólicas na Crimeia ocupada pela Rússia.
O chefe de Governo de Mônaco, Christophe Mirmand, afirmou não ter conhecimento de ameaças específicas contra Yermolaiev. Mirmand havia informado anteriormente que várias testemunhas forneceram informações que poderiam ajudar a identificar o suspeito, e acrescentou que o artefato explosivo aparentemente continha parafusos metálicos e chumbinhos.
Os serviços de emergência também atenderam outras quatro pessoas por estado de choque e cortes provocados pelos vidros estilhaçados na explosão.
Yermolaiev, bilionário residente em Mônaco, está sujeito a sanções impostas por Kiev desde dezembro de 2023. Segundo informações divulgadas na época, os serviços de segurança ucranianos justificaram as sanções por suas atividades no setor de bebidas alcoólicas na Crimeia ocupada pela Rússia.
* Reportagem do estagiário Victor Louro, sob supervisão de Raphael Perucci
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