Agência meteorológica afirma que primeiro semestre de 2026 foi o 'mais quente' da história da EspanhaReprodução / Redes sociais
Publicado 01/07/2026 07:36
O Instituto de Saúde Carlos III, com sede em Madri, divulgou nesta quarta-feira (1º) que pelo menos 1.028 mortes na Espanha em junho são atribuídas às altas temperaturas. O mês foi marcado por uma onda de calor que atingiu boa parte da Europa.

O número representa mais que o dobro do número do mesmo mês de 2025 (407 óbitos atribuídos ao calor), que havia sido até então o junho mais quente desde o início da série estatística, segundo a agência meteorológica espanhola Aemet.

Junho também encerrou o primeiro semestre "mais quente" já registrado na Espanha, indicou a Aemet.

As estimativas de mortalidade são baseadas em um sistema chamado "MoMo" (Monitoramento da Mortalidade), que compila diariamente o número de óbitos na Espanha e calcula a diferença entre a mortalidade real e a que era prevista a partir do registro das séries históricas.

A Aemet informou que o primeiro semestre de 2026 foi "o mais quente para o conjunto da Espanha desde o início dos registros", com uma temperatura média 1,6ºC acima do normal.

"Os sete primeiros semestres mais quentes da série [que começa em 1961] ocorreram nos últimos 10 anos", afirmou a agência.

O mês de junho deste ano foi o segundo mais quente da série histórica, com uma temperatura média 3,2ºC acima do normal e só superado pelo de 2025, segundo a agência meteorológica.
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* Reportagem do estagiário Victor Louro, sob supervisão de Raphael Perucci
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