Trump disse que Netanyahu 'sabe quem é o chefe', em referência a si próprioArquivo / AFP
Publicado 04/07/2026 16:24
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu uma reunião na Casa Branca e disse que o encontro poderá ocorrer já na próxima semana, após seu retorno da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). A informação foi divulgada pelo site de notícias Axios neste sábado, 4.
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"Nós nos damos muito bem. [Netanyahu] sabe quem é o chefe", disse Trump ao site, em referência a si mesmo. Segundo o gabinete do premiê israelense, Netanyahu telefonou para Trump na sexta-feira, 3, para cumprimentá-lo pelo 250º aniversário da independência dos Estados Unidos e os dois concordaram em se reunir em breve em território americano.
Um integrante do governo de Israel afirmou ao portal de notícias, porém, que a próxima semana pode ser um prazo apertado em razão da agenda internacional de Trump e que o encontro poderá ficar para a semana seguinte.
Segundo o site, esta seria a primeira reunião entre os dois líderes desde o encontro realizado em fevereiro, quando Netanyahu apresentou a Trump seu plano para uma ação militar conjunta contra o Irã. Desde então, a relação entre ambos teria passado por momentos de tensão diante de divergências sobre a condução da política para o Oriente Médio.
Apesar das reservas de Netanyahu, Trump assinou em junho um memorando prorrogando o cessar-fogo com o Irã e determinando a retomada das negociações sobre o programa nuclear iraniano. O presidente americano também teria pressionado Israel a limitar suas operações militares no Líbano, consideradas um obstáculo às negociações com Teerã.
Na entrevista, Trump também comentou a situação no Irã. O presidente afirmou acompanhar o funeral do ex-líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, e disse que os iranianos "estão implorando para fazer um acordo". Segundo ele, as negociações ficarão suspensas por uma semana, durante as cerimônias fúnebres "Eles estão todos lá. Um tiro [e podemos eliminar todos], mas não vamos fazer isso porque, nesse caso, não teríamos com quem negociar", afirmou.
Trump acrescentou que ficou surpreso ao ver iranianos chorando durante o funeral de Khamenei. "Talvez sejam lágrimas falsas", disse.
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