Publicado 07/07/2026 20:02
Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira (7) que realizaram "uma série de poderosos ataques" contra o Irã, "em resposta aos ataques iranianos contra três navios comerciais que transitavam pelo Estreito de Ormuz".
"A agressão iraniana foi injustificada, perigosa e constituiu uma violação flagrante do cessar-fogo", explicou o Comando dos Estados Unidos para o Oriente Médio (Centcom) na rede social X.
Publicidade"A agressão iraniana foi injustificada, perigosa e constituiu uma violação flagrante do cessar-fogo", explicou o Comando dos Estados Unidos para o Oriente Médio (Centcom) na rede social X.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que os Estados Unidos violaram repetidamente seu memorando de entendimento e advertiu sobre represálias.
"O Irã emite um sério alerta sobre as consequências do descumprimento do tratado por parte dos Estados Unidos e tomará medidas decisivas para proteger seus interesses e sua segurança nacional", declarou o ministério em um comunicado publicado no Telegram pela agência de notícias Irib.
"O Irã emite um sério alerta sobre as consequências do descumprimento do tratado por parte dos Estados Unidos e tomará medidas decisivas para proteger seus interesses e sua segurança nacional", declarou o ministério em um comunicado publicado no Telegram pela agência de notícias Irib.
Sanções
O governo americano revogou uma licença que suspendia temporariamente as sanções ao petróleo do Irã, após ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz, em meio às negociações entre Teerã e Washington sobre o fim da guerra no Oriente Médio.
A isenção anunciada em junho havia permitido inicialmente que a República Islâmica produzisse, vendesse e entregasse petróleo bruto e produtos relacionados até o dia 21 de agosto.
A medida de Washington ocorre depois que três petroleiros, entre eles um navio do Catar que transportava gás natural liquefeito (GNL), foram atingidos por projéteis com poucas horas de diferença no Estreito de Ormuz, segundo monitores marítimos e o Catar.
Ataque 'inaceitável'
A agência britânica de segurança marítima UKMTO informou que um "projétil desconhecido" atingiu um petroleiro durante a noite e provocou um incêndio, antes que outras duas embarcações fossem atingidas, pelo menos uma delas por um drone.
Os três navios foram atacados nas proximidades de Omã, que havia proposto um corredor temporário de trânsito ao longo de sua costa, uma iniciativa à qual o Irã se opõe enquanto busca impor taxas aos navios que utilizam a estreita passagem marítima.
O Catar informou que uma das embarcações era seu navio metaneiro de GNL Al-Rekayyat e responsabilizou o Irã, denunciando um ataque "inaceitável" contra a navegação marítima internacional.
"Consideramos o Irã plenamente responsável, do ponto de vista jurídico, por esse ataque e por quaisquer danos ou consequências dele resultantes", escreveu na plataforma X o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed Al Ansari.
O Irã respondeu condenando as acusações do Catar.
"O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqai, afirmou que as acusações do Catar contra o Irã pelo suposto ataque a um navio ligado ao país no estreito de Ormuz, nesta terça-feira, eram questionáveis e contrárias ao princípio da boa vizinhança, classificando-as como inaceitáveis", informou a agência oficial de notícias Irna.
'Nenhuma alternativa'
Os ataques reacenderam as preocupações com a liberdade de navegação, depois que o Irã suspendeu seu bloqueio da via marítima na sequência de um frágil cessar-fogo com os Estados Unidos.
O funcionário do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos afirmou nesta terça-feira que o memorando de entendimento entre seu país e o Irã está baseado "inteiramente no cumprimento" das condições de navegação e advertiu que Teerã só verá benefícios se demonstrar "boa conduta".
O futuro do Estreito de Ormuz, principal rota para as exportações de energia do Golfo, tem sido um ponto de atrito durante as negociações entre Teerã e Washington para encerrar de forma permanente o conflito.
Nesta terça-feira, os preços do petróleo subiram mais de 2%, à medida que os novos ataques reacenderam as preocupações com o abastecimento energético mundial.
"Estamos agora em um período delicado, no qual estão sendo exploradas possíveis alternativas a um sistema iraniano de pedágios ou tarifas", declarou Andreas Krieg, especialista em segurança do King's College de Londres.
"O Irã está enviando um sinal claro de que não aceitará nenhuma alternativa."
A isenção anunciada em junho havia permitido inicialmente que a República Islâmica produzisse, vendesse e entregasse petróleo bruto e produtos relacionados até o dia 21 de agosto.
A medida de Washington ocorre depois que três petroleiros, entre eles um navio do Catar que transportava gás natural liquefeito (GNL), foram atingidos por projéteis com poucas horas de diferença no Estreito de Ormuz, segundo monitores marítimos e o Catar.
Ataque 'inaceitável'
A agência britânica de segurança marítima UKMTO informou que um "projétil desconhecido" atingiu um petroleiro durante a noite e provocou um incêndio, antes que outras duas embarcações fossem atingidas, pelo menos uma delas por um drone.
Os três navios foram atacados nas proximidades de Omã, que havia proposto um corredor temporário de trânsito ao longo de sua costa, uma iniciativa à qual o Irã se opõe enquanto busca impor taxas aos navios que utilizam a estreita passagem marítima.
O Catar informou que uma das embarcações era seu navio metaneiro de GNL Al-Rekayyat e responsabilizou o Irã, denunciando um ataque "inaceitável" contra a navegação marítima internacional.
"Consideramos o Irã plenamente responsável, do ponto de vista jurídico, por esse ataque e por quaisquer danos ou consequências dele resultantes", escreveu na plataforma X o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed Al Ansari.
O Irã respondeu condenando as acusações do Catar.
"O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqai, afirmou que as acusações do Catar contra o Irã pelo suposto ataque a um navio ligado ao país no estreito de Ormuz, nesta terça-feira, eram questionáveis e contrárias ao princípio da boa vizinhança, classificando-as como inaceitáveis", informou a agência oficial de notícias Irna.
'Nenhuma alternativa'
Os ataques reacenderam as preocupações com a liberdade de navegação, depois que o Irã suspendeu seu bloqueio da via marítima na sequência de um frágil cessar-fogo com os Estados Unidos.
O funcionário do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos afirmou nesta terça-feira que o memorando de entendimento entre seu país e o Irã está baseado "inteiramente no cumprimento" das condições de navegação e advertiu que Teerã só verá benefícios se demonstrar "boa conduta".
O futuro do Estreito de Ormuz, principal rota para as exportações de energia do Golfo, tem sido um ponto de atrito durante as negociações entre Teerã e Washington para encerrar de forma permanente o conflito.
Nesta terça-feira, os preços do petróleo subiram mais de 2%, à medida que os novos ataques reacenderam as preocupações com o abastecimento energético mundial.
"Estamos agora em um período delicado, no qual estão sendo exploradas possíveis alternativas a um sistema iraniano de pedágios ou tarifas", declarou Andreas Krieg, especialista em segurança do King's College de Londres.
"O Irã está enviando um sinal claro de que não aceitará nenhuma alternativa."
Baixa no petróleo
Os preços do petróleo fecharam em alta, nesta terça-feira (7), depois que foram registrados três ataques em 24 horas contra navios no Estreito de Ormuz, passagem marítima crucial para o comércio mundial de hidrocarbonetos.
O preço do barril de Brent do Mar do Norte para entrega em setembro subiu 3,01%, para 74,16 dólares.
Seu equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate para entrega em agosto subiu 2,76%, a 70,44 dólares.
"O mercado está tão orientado à baixa que bastam algumas poucas manchetes para lhe dar a volta", comentou à AFP Stephen Schork, do The Schork Group.
"A retomada dos ataques contra a navegação comercial no Estreito de Ormuz (...) reacendeu as preocupações com o abastecimento mundial de energia e semeou dúvidas sobre a continuidade do acordo entre Estados Unidos e Irã", opinou Axel Rudolph, analista da IG.
O preço do barril de Brent do Mar do Norte para entrega em setembro subiu 3,01%, para 74,16 dólares.
Seu equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate para entrega em agosto subiu 2,76%, a 70,44 dólares.
"O mercado está tão orientado à baixa que bastam algumas poucas manchetes para lhe dar a volta", comentou à AFP Stephen Schork, do The Schork Group.
"A retomada dos ataques contra a navegação comercial no Estreito de Ormuz (...) reacendeu as preocupações com o abastecimento mundial de energia e semeou dúvidas sobre a continuidade do acordo entre Estados Unidos e Irã", opinou Axel Rudolph, analista da IG.
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