Publicado 13/07/2026 11:35
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, foi a Paris nesta segunda-feira (13) para pedir a cerca de duas dezenas de líderes europeus apoio ao desenvolvimento de medidas contra os mísseis balísticos da Rússia, que têm atingido a rede elétrica do país ao longo dos mais de quatro anos desde que Moscou lançou uma invasão em grande escala.
PublicidadeEm paralelo, ministros das Relações Exteriores europeus se reuniam em Bruxelas, onde devem discutir as necessidades de defesa da Ucrânia e as ameaças russas ao continente.
"Nossa principal prioridade é a defesa antibalística", afirmou Zelensky nas redes sociais após chegar a Paris.
O líder ucraniano quer acelerar, antes do inverno, planos para desenvolver em conjunto com países europeus sistemas de defesa aérea antibalística. Segundo Kiev, a Rússia costuma intensificar ataques nessa época para limitar o acesso da população a eletricidade, aquecimento e água.
Zelensky disse que autoridades ucranianas apresentarão um Programa Antibalístico e se reunirão com chefes de governo, assessores de segurança nacional e empresas de defesa que possam participar da iniciativa.
A promessa do presidente dos EUA, Donald Trump, na semana passada, de conceder à Ucrânia uma licença para produzir sistemas de defesa aérea Patriot pode representar um avanço importante para Kiev. Especialistas e autoridades ucranianas, no entanto, alertam que transformar a ideia em equipamentos operacionais provavelmente levará anos. Também não está claro em quanto tempo um novo sistema europeu poderia ser construído.
Zelensky afirmou ainda que se encontrará com o presidente francês, Emmanuel Macron, e que as Forças Armadas ucranianas participarão do desfile anual do Dia da Bastilha, feriado nacional da França.
Tanto Kiev quanto seus aliados europeus querem capitalizar os avanços recentes da Ucrânia e pressionar o presidente russo, Vladimir Putin, a negociar o fim dos combates. Moscou, porém, não tem sinalizado disposição para concessões, apesar do esforço de paz do governo Trump.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que a Rússia acompanhará de perto a reunião em Paris, mas descartou suas pretensões.
"Esta é uma coalizão de belicistas", afirmou Peskov. "Eles são movidos pela profunda ilusão de que é possível impor uma derrota estratégica ao nosso país. Portanto, é uma coalizão de iludidos, uma coalizão de quem incita a guerra."
Analistas e autoridades ocidentais dizem que avanços ucranianos na tecnologia de drones deram ao país vantagem nos últimos meses Segundo eles, ataques a rotas de suprimento atrás da linha de frente reduziram o ímpeto do Exército russo no campo de batalha, tornando seu avanço mais lento e mais custoso.
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