Publicado 14/07/2026 17:55
Um homem do Reino Unido declarou-se culpado nesta terça-feira (14) por 32 crimes sexuais cometidos ao longo de mais de uma década contra sua namorada, enquanto ela supostamente estava dopada ou dormindo.
PublicidadeTrata-se do mais recente caso semelhante ao amplamente divulgado julgamento envolvendo submissão química de Gisèle Pelicot, na França, que foi dopada e estuprada durante quase uma década por seu então marido, Dominique, juntamente com desconhecidos.
O homem, na faixa dos 40 anos, não pode ser identificado para proteger a identidade de sua companheira, que tem direito ao anonimato vitalício como vítima de crimes sexuais.
Um juiz em Northampton, no centro da Inglaterra, advertiu que ele pode ser condenado à prisão perpétua.
O acusado, que gravou alguns dos crimes, será sentenciado por acusações de estupro, agressão sexual e agressão por penetração contra sua namorada enquanto ela supostamente estava dopada ou dormindo.
Dez dos crimes, cometidos entre janeiro de 2014 e setembro de 2025, foram perpetrados "juntamente com uma pessoa desconhecida", segundo o tribunal.
No entanto, o número de pessoas envolvidas não foi revelado durante a audiência.
"A acusação sustenta que todos esses crimes foram cometidos enquanto a vítima havia sido dopada e se encontrava atordoada", declarou a promotora Alexandra Felix.
A defesa do acusado, porém, contestou essa alegação.
O juiz David Herbert disse ao homem, cuja sentença está prevista para 18 de setembro, que "uma pena de prisão muito longa é inevitável" e acrescentou que avaliará "se a prisão perpétua é apropriada".
Atualmente, diversas investigações estão em andamento no Reino Unido sobre supostos casos de submissão química praticados contra parceiros em relacionamentos de longa duração.
Em Stockport, no noroeste do país, o marido de uma mulher que supostamente foi dopada e agredida sexualmente será julgado em setembro juntamente com outros 12 homens, acusados de participar dos abusos sexuais.
Em janeiro, um britânico declarou-se culpado por dopar e estuprar sua ex-esposa durante 13 anos, e outros cinco homens também foram acusados de crimes sexuais contra a mulher.
A vítima desse caso, Joanne Young, renunciou ao seu direito ao anonimato em um gesto semelhante à decisão histórica de Gisèle Pelicot.
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