Publicado 21/07/2026 08:46 | Atualizado 21/07/2026 08:48
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda-feira (20) decretos para impor novas tarifas de 50% sobre alguns produtos canadenses, alegando "tratamento discriminatório" nos setores de álcool, automóveis e produtos lácteos.
Segundo a Casa Branca, as tarifas entrarão em vigor em 30 dias e vão abranger uma ampla variedade de produtos, entre eles vinho, tacos de hóquei e cimento. Importações como produtos do setor de energia e bens sujeitos a direitos específicos por setor estão excluídas.
Publicidade Segundo a Casa Branca, as tarifas entrarão em vigor em 30 dias e vão abranger uma ampla variedade de produtos, entre eles vinho, tacos de hóquei e cimento. Importações como produtos do setor de energia e bens sujeitos a direitos específicos por setor estão excluídas.
No geral, as as novas tarifas serão aplicadas a produtos que entram no país no contexto do acordo comercial entre Estados Unidos, México e Canadá. Embora Trump tenha imposto tarifas abrangentes aos parceiros comerciais dos Estados Unidos desde que assumiu a Presidência, elas costumavam vir acompanhadas de isenções para os bens que entram no país sob o acordo de livre-comércio T-MEC.
Conversas
Conversas
O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, disse hoje que Ottawa está disposta a "intensificar" as conversas com os Estados Unidos, e que já apresentou propostas para resolver as disputas e modernizar o T-MEC.
"Esta é a mais recente de uma série de ações comerciais unilaterais dos Estados Unidos que começaram quando esse país impôs uma série de tarifas em violação direta do Acordo entre Canadá, Estados Unidos e México", ressaltou Carney. "Como é seu direito, o Canadá simplesmente equiparou essas medidas."
As medidas mais recentes do presidente americano surgem após ele ameaçar o Canadá com tarifas devido a uma fumaça de incêndios florestais que se alastrou para os Estados Unidos.
A Casa Branca apontou que o Canadá foi um dos dois países, juntamente com a China, que retaliaram contra as amplas tarifas impostas por Trump desde 2025. Também mencionou que a maioria das províncias canadenses suspenderam as compras de álcool americano.
As regiões canadenses boicotaram os produtos devido às ameaças tarifárias de Trump e aos repetidos apelos do presidente para anexar o Canadá como "51º estado" americano.
Lei de 1930
"Esta é a mais recente de uma série de ações comerciais unilaterais dos Estados Unidos que começaram quando esse país impôs uma série de tarifas em violação direta do Acordo entre Canadá, Estados Unidos e México", ressaltou Carney. "Como é seu direito, o Canadá simplesmente equiparou essas medidas."
As medidas mais recentes do presidente americano surgem após ele ameaçar o Canadá com tarifas devido a uma fumaça de incêndios florestais que se alastrou para os Estados Unidos.
A Casa Branca apontou que o Canadá foi um dos dois países, juntamente com a China, que retaliaram contra as amplas tarifas impostas por Trump desde 2025. Também mencionou que a maioria das províncias canadenses suspenderam as compras de álcool americano.
As regiões canadenses boicotaram os produtos devido às ameaças tarifárias de Trump e aos repetidos apelos do presidente para anexar o Canadá como "51º estado" americano.
Lei de 1930
Trump recorreu a uma disposição legal pouco conhecida para impor as tarifas: a Seção 338 da Lei Tarifária de 1930, que permite às autoridades agir contra países acusados de aplicar práticas comerciais discriminatórias.
Esta é a primeira vez que essa seção é usada, destacou Scott Lincicome, do Instituto Cato. Já o ex-funcionário comercial americano Ryan Majerus indicou à reportagem que a lei está "sujeita a um alto risco de litígio".
O presidente do Conselho de Bebidas Destiladas dos Estados Unidos, Chris Swonger, disse que o setor do álcool agradecia o reconhecimento das restrições canadenses. "Mas esperávamos que este problema pudesse ser resolvido sem uma escalada", ressaltou.
Tarifas elevadas podem acarretar um risco maior de retaliação, "no momento em que muitas empresas americanas do setor de hospitalidade continuam enfrentando dificuldades financeiras", observou Swonger, que pediu "uma solução negociada".
Esta é a primeira vez que essa seção é usada, destacou Scott Lincicome, do Instituto Cato. Já o ex-funcionário comercial americano Ryan Majerus indicou à reportagem que a lei está "sujeita a um alto risco de litígio".
O presidente do Conselho de Bebidas Destiladas dos Estados Unidos, Chris Swonger, disse que o setor do álcool agradecia o reconhecimento das restrições canadenses. "Mas esperávamos que este problema pudesse ser resolvido sem uma escalada", ressaltou.
Tarifas elevadas podem acarretar um risco maior de retaliação, "no momento em que muitas empresas americanas do setor de hospitalidade continuam enfrentando dificuldades financeiras", observou Swonger, que pediu "uma solução negociada".
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