Publicado 22/07/2026 07:50 | Atualizado 22/07/2026 09:30
O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse nesta quarta-feira, 22, que a exigência do Irã de controlar e cobrar pedágios no Estreito de Ormuz pode ameaçar a economia mundial e o princípio da liberdade de navegação, inclusive na Ásia.
Publicidade Rubio falou no início de uma reunião anual nas Filipinas, na capital Manila, com líderes da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) que expressaram preocupação com a guerra no Oriente Médio, a qual tem afetado duramente a região. Apesar da preocupação de Washington com o conflito, Rubio garantiu: "Estamos 100% com a Asean".
"Se criarmos um precedente no Oriente Médio onde um Estado-nação possa decidir controlar uma via navegável internacional, cobrar pedágio e - caso não paguem - explodir navios, teremos criado um precedente muito perigoso que se repetirá em outras partes do mundo, inclusive nesta região", disse o secretário americano.
Rubio também se reuniu com os outros ministros da parceria Quad - composta por Estados Unidos, Austrália, Índia e Japão -, para discutir prioridades em áreas como tecnologia, assistência humanitária, resposta a emergências e segurança marítima e transnacional.
As autoridades da Quad emitiram uma declaração conjunta em que reafirmam o compromisso com iniciativas de segurança marítima que buscam conter a crescente influência da China na região. "Estamos unidos na convicção de que a paz e a estabilidade no domínio marítimo do Indo-Pacífico sustentam a segurança e a prosperidade da região", diz o comunicado do grupo.
"O Quad continua sendo uma prioridade, e nos reuniremos novamente ainda este ano", disse Rubio, no X.
"Se criarmos um precedente no Oriente Médio onde um Estado-nação possa decidir controlar uma via navegável internacional, cobrar pedágio e - caso não paguem - explodir navios, teremos criado um precedente muito perigoso que se repetirá em outras partes do mundo, inclusive nesta região", disse o secretário americano.
Rubio também se reuniu com os outros ministros da parceria Quad - composta por Estados Unidos, Austrália, Índia e Japão -, para discutir prioridades em áreas como tecnologia, assistência humanitária, resposta a emergências e segurança marítima e transnacional.
As autoridades da Quad emitiram uma declaração conjunta em que reafirmam o compromisso com iniciativas de segurança marítima que buscam conter a crescente influência da China na região. "Estamos unidos na convicção de que a paz e a estabilidade no domínio marítimo do Indo-Pacífico sustentam a segurança e a prosperidade da região", diz o comunicado do grupo.
"O Quad continua sendo uma prioridade, e nos reuniremos novamente ainda este ano", disse Rubio, no X.
China
Marco Rubio, afirmou que a China deixou claro que não apoia a cobrança de pedágios no Estreito de Ormuz, em meio às tensões envolvendo o Irã e aos temores de interrupções no tráfego marítimo pela principal rota global de petróleo. Segundo ele, Pequim também tem sido "cooperativa em alguns casos" na questão iraniana, embora tenha se recusado a detalhar de que forma ocorreu essa colaboração, quando questionado.
Durante coletiva de imprensa após reunião da Asean, Rubio reiterou que um Irã com armas nucleares é "intolerável" e afirmou que os EUA continuarão a atacar locais ligados a ofensivas contra embarcações, além de buscar reduzir a capacidade iraniana de atingir o transporte marítimo "sempre que possível". Ele acrescentou que Washington tem conversado com países interessados em proteger navios que transitam pela região.
Rubio disse que discutiu com o chanceler chinês, Wang Yi, a visita do presidente Xi Jinping aos Estados Unidos, prevista para setembro. Segundo ele, apesar de persistirem divergências, a relação entre Washington e Pequim é "essencial", e ambos identificaram áreas potenciais de cooperação. O secretário acrescentou que não tratou de interferência eleitoral nas conversas com Wang - tema principal do último discurso em "horário nobre" de Trump.
Ucrânia
Durante coletiva de imprensa após reunião da Asean, Rubio reiterou que um Irã com armas nucleares é "intolerável" e afirmou que os EUA continuarão a atacar locais ligados a ofensivas contra embarcações, além de buscar reduzir a capacidade iraniana de atingir o transporte marítimo "sempre que possível". Ele acrescentou que Washington tem conversado com países interessados em proteger navios que transitam pela região.
Rubio disse que discutiu com o chanceler chinês, Wang Yi, a visita do presidente Xi Jinping aos Estados Unidos, prevista para setembro. Segundo ele, apesar de persistirem divergências, a relação entre Washington e Pequim é "essencial", e ambos identificaram áreas potenciais de cooperação. O secretário acrescentou que não tratou de interferência eleitoral nas conversas com Wang - tema principal do último discurso em "horário nobre" de Trump.
Ucrânia
Rubio também afirmou que discutirá a guerra na Ucrânia com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, e sustentou que os Estados Unidos são "o único país" capaz de pôr fim ao conflito. Além disso, defendeu que qualquer regime de controle de armas nucleares exige a participação conjunta de EUA, Rússia e China.
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