Declaração ocorre enquanto Trump planeja encontro com Kim Jong Un AFP
Publicado 31/08/2026 10:11
A Coreia do Norte afirmou nesta segunda-feira (31) que os exercícios marítimos da Coreia do Sul, dos Estados Unidos e do Japão, previstos para setembro, constituem uma "ameaça" para o país, ao classificar Washington como hostil. A declaração acontece em um momento em que o presidente americano, Donald Trump, incentiva a organização de um novo encontro com o líder norte-coreano Kim Jong Un.
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Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão realizarão o exercício 'Freedom Edge', centrado na Coreia do Norte, de 7 a 11 de setembro, em águas internacionais ao leste e ao sul da ilha sul-coreana de Jeju. Seul afirma que a operação tem caráter defensivo.
"O Exército norte-americano anunciou o plano de realizar os exercícios militares conjuntos multidomínio EUA-Japão-Coreia do Sul 'Freedom Edge', que constituem uma ameaça para a RPDC [Coreia do Norte] e os países da região", afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte em um comunicado divulgado pela agência oficial de notícias KCNA.
Washington "está perpetrando espionagem aérea e outras provocações militares anti-RPDC, uma após a outra", acrescenta a nota. "A administração Trump voltou a reconfirmar plenamente sua invariável política hostil de violar de forma desenfreada a soberania, o sistema político e os interesses de segurança da RPDC".
Neste contexto, o arsenal de armas nucleares da Coreia do Norte é "a opção mais responsável e correta para garantir a paz e a segurança regionais", declarou o porta-voz da pasta, que qualificou as armas nucleares como "garantia absoluta para defender sua soberania".
Isso acontece depois que Seul e Washington concluíram um de seus principais exercícios anuais, o 'Ulchi Freedom Shield', que Trump ordenou reduzir — passando de 11 para cinco dias —, alegando os elevados custos e sua boa relação com Kim.
Apesar dos gestos de Trump, a Coreia do Norte mostrou poucos sinais de reciprocidade, lançando mísseis e condenando tanto os exercícios como a aprovação, por parte de Washington, da venda de armas à Coreia do Sul e dos planos de financiar programas para documentar os abusos contra os direitos humanos no Norte.
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