Publicado 19/10/2026 16:54
Jovens têm saído às ruas em países de toda a Europa, incluindo Itália, Espanha, França, Portugal e Albânia, para protestar contra a sua insatisfação com o estado das escolas e a crise generalizada do custo de vida. O último sábado foi marcado por confrontos e violência na França.
Na Itália, houve confronto entre manifestantes e a polícia no final de semana, além de depredações e saques a estabelecimentos comerciais nos arredores da central Praça do Duomo, em Milão. Cerca de 70 pessoas foram presas. A primeira-ministra Giorgia Meloni convocou uma reunião de segurança para segunda-feira, 19, a fim de discutir a situação.
PublicidadeNa Itália, houve confronto entre manifestantes e a polícia no final de semana, além de depredações e saques a estabelecimentos comerciais nos arredores da central Praça do Duomo, em Milão. Cerca de 70 pessoas foram presas. A primeira-ministra Giorgia Meloni convocou uma reunião de segurança para segunda-feira, 19, a fim de discutir a situação.
Na Albânia, os manifestantes protestam contra o primeiro-ministro, Edi Rama. Eles afirmam estar descontentes com a corrupção que percebem, a falta de empregos e os baixos padrões de educação.
Na Espanha, ativistas foram às ruas em setembro em protesto contra os preços da habitação. Na ocasião, os protestos foram desencadeados pelo despejo de uma mulher de 87 anos de sua casa, após um fundo de investimento aumentar seu aluguel em 230%. Maricarmen Abascal morreu duas semanas depois, após ser internada no hospital.
Os manifestantes exigem aluguéis mais baixos, o fim dos despejos e a proibição da compra de imóveis por fundos de investimento.
Apelos semelhantes foram feitos do outro lado da fronteira ibérica, em Portugal, no sábado, com centenas de pessoas reunidas no centro de Lisboa. Dezenas de barracas coloridas seguem instaladas nas principais praças de Lisboa e do Porto. Os manifestantes acusam o governo de não agir diante da crise habitacional e de querer facilitar o despejo de inquilinos por meio de uma reforma no mercado de locação.
Os manifestantes exigem aluguéis mais baixos, o fim dos despejos e a proibição da compra de imóveis por fundos de investimento.
Apelos semelhantes foram feitos do outro lado da fronteira ibérica, em Portugal, no sábado, com centenas de pessoas reunidas no centro de Lisboa. Dezenas de barracas coloridas seguem instaladas nas principais praças de Lisboa e do Porto. Os manifestantes acusam o governo de não agir diante da crise habitacional e de querer facilitar o despejo de inquilinos por meio de uma reforma no mercado de locação.
Em setembro, o Parlamento aprovou, em primeira votação, uma reforma para acelerar o despejo de inquilinos em casos de inadimplência, como parte de uma flexibilização do mercado de locação. De acordo com dados oficiais, os preços da habitação em Portugal aumentaram 124% entre 2015 e 2024, aproximadamente o dobro da média da UE.
Escalada na França e toque de recolher
Na França, alunos do ensino médio entraram em confronto com a polícia em protestos, muitas vezes violentos, devido às longas jornadas de trabalho, à falta de professores, às salas de aula em ruínas e a um sistema de admissão universitária pouco transparente. Os alunos rotineiramente perdem meses de aulas por causa da ausência de professores.
Outros manifestantes juntaram-se às marchas estudantis para expressar a sua insatisfação com o aumento do custo de vida, incluindo os preços dos combustíveis, após os bombardeamentos dos EUA terem provocado o encerramento efetivo do Estreito de Ormuz.
A Confederação Geral do Trabalho (CGT), uma das maiores centrais sindicais da França, apoiou os protestos e reivindicou preços mais baixos, pensões mais altas e salários maiores.
O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, impôs toques de recolher em diversas regiões metropolitanas do país a partir da noite desta segunda-feira, 19, para conter novos distúrbios e saques, depois de um fim de semana marcado pela violência entre manifestantes que protestam contra a falta de recursos na educação e o alto custo de vida.
Entre a noite de domingo e a madrugada desta segunda-feira, 19, grupos de manifestantes incendiaram lixeiras, bicicletas e outros objetos nas ruas, além de saquear estabelecimentos comerciais em Paris, Lyon, Marselha e outras cidades. O episódio ocorreu após episódios de violência intensa durante protestos realizados no sábado.
Desde o início dos protestos, no mês passado, já foram realizadas 110 marchas, que reuniram entre 550 mil e 800 mil manifestantes pela França. Pelo menos 2.400 pessoas foram detidas e 997 policiais ficaram feridos. Ao menos dois adolescentes tiveram ferimentos graves, perdendo uma das mãos.
Outros manifestantes juntaram-se às marchas estudantis para expressar a sua insatisfação com o aumento do custo de vida, incluindo os preços dos combustíveis, após os bombardeamentos dos EUA terem provocado o encerramento efetivo do Estreito de Ormuz.
A Confederação Geral do Trabalho (CGT), uma das maiores centrais sindicais da França, apoiou os protestos e reivindicou preços mais baixos, pensões mais altas e salários maiores.
O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, impôs toques de recolher em diversas regiões metropolitanas do país a partir da noite desta segunda-feira, 19, para conter novos distúrbios e saques, depois de um fim de semana marcado pela violência entre manifestantes que protestam contra a falta de recursos na educação e o alto custo de vida.
Entre a noite de domingo e a madrugada desta segunda-feira, 19, grupos de manifestantes incendiaram lixeiras, bicicletas e outros objetos nas ruas, além de saquear estabelecimentos comerciais em Paris, Lyon, Marselha e outras cidades. O episódio ocorreu após episódios de violência intensa durante protestos realizados no sábado.
Desde o início dos protestos, no mês passado, já foram realizadas 110 marchas, que reuniram entre 550 mil e 800 mil manifestantes pela França. Pelo menos 2.400 pessoas foram detidas e 997 policiais ficaram feridos. Ao menos dois adolescentes tiveram ferimentos graves, perdendo uma das mãos.
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