Publicado 11/02/2026 19:02
Niterói - Os agentes de IA, o diálogo e as comunidades fazem parte de uma grande estrutura que permeia a inovação com o cenário promissor ao varejo nos dias de hoje. A afirmação vem de grandes estrategistas mundiais do varejo que dominaram a 116ª edição do NRF Big Retail´s Show, tema do Café Empresarial da CDL Niterói, em palestra conduzida pelo Secretário de Desenvolvimento Econômico e Revitalização do Centro, Fabiano Gonçalves na manhã desta terça-feira (10).
PublicidadeOs destaques dos 4 dias de evento foi a narrativa sobre a construção do futuro com a presença do “agente de IA”. Fabiano falou sobre a necessidade de enxergar a tecnologia não mais como ferramenta, mas necessidade; assim como o produto que passou de ser o centro da questão e olha-se agora para as comunidades, a importância dos dados e não apenas as pessoas.
“Quando a gente se dá conta do presente, ele já é passado. Em 2019 a feira trazia mais sobre o metaverso como meio de consumo para a geração alpha. Em 2022 foi a inteligência artificial sendo pensada e 2024 ela já estava 100% integrada em tudo. Já agora em 2026, vimos algo que muda tudo: a IA criando uma relação de diálogo com o usuário. Nesta maior feira de varejo do mundo, que é a NRF, vimos mais uma vez que não foi o mercado que mudou, mas sim os clientes. Nós do setor de comércio temos que pensar de que forma é possível mudar”, explicou.
Diante dos marketplaces liderando a concorrência na entrega mais rápida dos produtos, os custos reduzidos, as distâncias encurtadas, a logística de entregas é um dos mercados que mais cresce enquanto lojas no mundo todo são esvaziadas e as atividades encerradas. A exemplo mais claro é a Shopee, que chega a lançar 25 mil novos produtos nas suas plataformas todos os dias, se fazendo ao varejo uma concorrente imbatível.
Fabiano também falou do Google, empresa avaliada e 1.6 trilhões de dólares, que viu a IA surgindo e os marketplaces se desenvolvendo em 2021 e sem copiar, inovaram com a criação da Universal Commerce Protocol (UCP), que tem a capacidade no varejo de verificação do estoque, consulta de preço, autenticação do cliente, finalização de compra e acionamento de pós-venda.
“A pergunta que fica pra gente é ‘como podemos sobreviver num mundo de IA’? O varejo precisa do serviço como uma vantagem competitiva e lojas físicas com funções que vão além da venda”, finalizou.
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