Publicado 21/03/2026 08:48 | Atualizado 21/03/2026 11:55
Niterói – Denúncias de leilões forçados de imóveis de moradores inadimplentes, especialmente em bairros valorizados como Icaraí, Ingá e Santa Rosa, estão sendo investigadas por agentes públicos. As investigações apontaram práticas abusivas de administradoras, síndicos, conselhos fiscais e cartórios em Niterói. O foco dos advogados de defesa é proteger moradores contra expropriações indevidas e garantir o respeito ao direito constitucional à moradia.
Com o método da farra das procurações, conselheiros fiscais e síndicos enganam proprietários que não votam, ao apostarem nas diretrizes do sindico sem saber exatamente no que estão votando, e utilizam procurações em massa para controlar estas votações em assembleias, fazendo valer suas perseguições pessoais de síndico. Muitas vezes por desacordo de convívio, que gera vingança por parte do sindico e do conselho fiscal. O conluio institucional começa quando existe a participação de cartórios e administradoras para legitimar práticas abusivas.
COMO FUNCIONA O GOLPE?
O método utilizado é a manipulação deliberada de assembleias, para reabrir processos cujos acordos falharam, inflar dívidas condominiais e acelerar processos de cobrança a qualquer preço. Ao tratar o proprietário devedor como “bandido”, o síndico desenvolve uma narrativa enganosa para todos os proprietários votantes, promove uma "caça às bruxas" cometendo o crime de perseguição (stalking) dentro do condomínio – muitas vezes de maneira velada e sorrateira, em reuniões fechadas e sem a presença da vítima – e, com isso passam a ideia de que o morador é um dos “devedores contumazes” para que ele fique sem direito a negociação justa. O golpe foi denunciado com exclusividade pelo O DIA Niterói em reportagem de setembro de 2025.
BRIGAS SE TRANSFORMAM EM CRIMES BRUTAIS
Em 2021, uma síndica de um condomínio na Barra foi presa com a suspeita de mandar matar um vizinho, que descobriu fraudes em contas do prédio. A síndica e o amante dela, funcionário do edifício de luxo, foram registrados por uma câmera. O empresário Carlos Eduardo Monttechiari acabou morto porque acusou a síndica, Priscilla de Oliveira, de ter desviado dinheiro do London Green Park. Carlos Eduardo, que já tinha sido síndico do condomínio e era opositor de Priscilla, tinha marcado para 5 de fevereiro daquele ano, uma assembleia a fim de apresentar um dossiê com provas contra a gestora.
Já em 2025 um outro crime brutal aconteceu em Caldas Novas, Goiânia,e ganhou repercussão nacional. O síndico Cléber Rosa de Oliveira confessou ter matado a corretora de imóveis Dayane Alves de Souza, de 43 anos, em dezembro passado. A polícia concluiu que o crime foi premeditado; o síndico desligou a energia do apartamento da vítima para atraí-la ao subsolo, onde a atacou com dois tiros na cabeça. A vítima havia registrado 12 boletins de ocorrência contra ele por perseguição. O síndico foi indiciado por homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e ocultação de cadáver.
O QUE ESTÁ SENDO FEITO?
A Câmara Municipal de Niterói, através do vereador Daniel Marques, intensificou as investigações e anunciou a criação de uma cartilha educativa para informar moradores sobre seus direitos e deveres, prevenindo golpes e abusos. Na Alerj, o deputado estadual Vitor Junior informou estar atento a respeito destes leilões aparentemente legais, que utilizam brechas da justiça para vender à revelia da vitima os apartamentos por valores abaixo do mercado, especialmente em Icaraí.
O impacto social do golpe é inconstitucional – já que uma cláusula pétrea da Constituição de 1988 garante moradia de todos, principalmente em se tratando de única moradia do devedor que busca acordo. Imóveis de alto valor estão sendo leiloados por preços reduzidos. Assembleias são manipuladas para acelerar processos de expropriação. Famílias relatam a perda da única moradia, o que levanta questionamentos sobre violação de direitos garantidos.
PublicidadeCom o método da farra das procurações, conselheiros fiscais e síndicos enganam proprietários que não votam, ao apostarem nas diretrizes do sindico sem saber exatamente no que estão votando, e utilizam procurações em massa para controlar estas votações em assembleias, fazendo valer suas perseguições pessoais de síndico. Muitas vezes por desacordo de convívio, que gera vingança por parte do sindico e do conselho fiscal. O conluio institucional começa quando existe a participação de cartórios e administradoras para legitimar práticas abusivas.
COMO FUNCIONA O GOLPE?
O método utilizado é a manipulação deliberada de assembleias, para reabrir processos cujos acordos falharam, inflar dívidas condominiais e acelerar processos de cobrança a qualquer preço. Ao tratar o proprietário devedor como “bandido”, o síndico desenvolve uma narrativa enganosa para todos os proprietários votantes, promove uma "caça às bruxas" cometendo o crime de perseguição (stalking) dentro do condomínio – muitas vezes de maneira velada e sorrateira, em reuniões fechadas e sem a presença da vítima – e, com isso passam a ideia de que o morador é um dos “devedores contumazes” para que ele fique sem direito a negociação justa. O golpe foi denunciado com exclusividade pelo O DIA Niterói em reportagem de setembro de 2025.
BRIGAS SE TRANSFORMAM EM CRIMES BRUTAIS
Em 2021, uma síndica de um condomínio na Barra foi presa com a suspeita de mandar matar um vizinho, que descobriu fraudes em contas do prédio. A síndica e o amante dela, funcionário do edifício de luxo, foram registrados por uma câmera. O empresário Carlos Eduardo Monttechiari acabou morto porque acusou a síndica, Priscilla de Oliveira, de ter desviado dinheiro do London Green Park. Carlos Eduardo, que já tinha sido síndico do condomínio e era opositor de Priscilla, tinha marcado para 5 de fevereiro daquele ano, uma assembleia a fim de apresentar um dossiê com provas contra a gestora.
Já em 2025 um outro crime brutal aconteceu em Caldas Novas, Goiânia,e ganhou repercussão nacional. O síndico Cléber Rosa de Oliveira confessou ter matado a corretora de imóveis Dayane Alves de Souza, de 43 anos, em dezembro passado. A polícia concluiu que o crime foi premeditado; o síndico desligou a energia do apartamento da vítima para atraí-la ao subsolo, onde a atacou com dois tiros na cabeça. A vítima havia registrado 12 boletins de ocorrência contra ele por perseguição. O síndico foi indiciado por homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e ocultação de cadáver.
O QUE ESTÁ SENDO FEITO?
A Câmara Municipal de Niterói, através do vereador Daniel Marques, intensificou as investigações e anunciou a criação de uma cartilha educativa para informar moradores sobre seus direitos e deveres, prevenindo golpes e abusos. Na Alerj, o deputado estadual Vitor Junior informou estar atento a respeito destes leilões aparentemente legais, que utilizam brechas da justiça para vender à revelia da vitima os apartamentos por valores abaixo do mercado, especialmente em Icaraí.
O impacto social do golpe é inconstitucional – já que uma cláusula pétrea da Constituição de 1988 garante moradia de todos, principalmente em se tratando de única moradia do devedor que busca acordo. Imóveis de alto valor estão sendo leiloados por preços reduzidos. Assembleias são manipuladas para acelerar processos de expropriação. Famílias relatam a perda da única moradia, o que levanta questionamentos sobre violação de direitos garantidos.
É fundamental a pressão popular de quem sofre com o abuso e a perseguição, para que os casos cheguem ao Ministério Público e ensejem uma grande investigação e maior fiscalização dos envolvidos. Só com apoio jurídico e institucional é possível evitar que a prática corrupta se torne uma nova endemia na cidade.
Leia mais
Comentários
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.