Niterói: projeto retornou em 2024 e, agora, consolida sua retomada com uma programação que se estende até este mêsDivulgação
Publicado 08/06/2026 17:09
Niterói - Entre o fim de maio e o início de junho, o Cineclube Rã Vermelha amplia sua atuação para além das salas de cinema e leva o audiovisual diretamente para escolas públicas de Niterói. As sessões itinerantes passarão pela Escola Municipal Antineia Silveira Miranda, pelo Colégio Universitário Geraldo Reis e pela E.M. Paulo Freire, aproximando estudantes do cinema fantástico brasileiro e estimulando a formação de novos públicos para o audiovisual nacional.
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Criado em 2014 por estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF), o Rã Vermelha nasceu de forma independente com a proposta de difundir o cinema de gênero e criar espaços de debate e reflexão por meio do audiovisual. Após uma interrupção em 2020, o projeto retornou em 2024 e, agora, consolida sua retomada com uma programação que se estende até junho de 2026, reafirmando sua vocação como espaço de resistência cultural, formação crítica e valorização do cinema nacional contemporâneo.
Acontecerão sessões no Cine Arte UFF e exibições itinerantes nas escolas municipais. A proposta nas instituições de ensino é apresentar curtas-metragens brasileiros do gênero fantástico voltados ao público infantojuvenil, promovendo não apenas o acesso à cultura, mas também o desenvolvimento do senso crítico dos alunos.
Segundo o idealizador Otávio Lima, a iniciativa busca aproximar os jovens de produções que muitas vezes não chegam ao circuito comercial. “Queremos estimular o senso crítico dos alunos e apresentar produções brasileiras contemporâneas que muitas vezes não chegam ao grande público, contribuindo para a formação de novos espectadores e, quem sabe, futuros trabalhadores do audiovisual”, afirma.
Os idealizadores Fabrício Basílio e Otávio Lima destacam que o cineclube vem atraindo, ao longo dos anos, um público cada vez mais jovem e diverso, refletindo também o crescimento do interesse pelo cinema brasileiro de gênero. Para eles, o fortalecimento do audiovisual nacional e o aumento da produção de filmes de terror, fantasia e distopia têm contribuído para essa renovação de público e para o fortalecimento de iniciativas independentes como o Rã Vermelha. O professor de sociologia e coordenador pedagógico do ensino médio Thiago Matiolli, do Colégio Universitário Geraldo Reis, acredita que levar o cinema é uma forma de ampliação de capital cultural desses estudantes. “As famílias muitas vezes pela falta de hábito ou por questões econômicas não conseguem levar os estudantes ao cinema ou mesmo assistir filmes em casa. Então a escola acaba sendo esse espaço de ampliação de repertório cultural.” diz.
Segundo o professor de geografia Diego Ribeiro, da Escola Municipal Antineia Silveira Miranda, levar o cinema para o ambiente escolar é fundamental para estimular o aspecto lúdico do aprendizado. O professor destaca que o audiovisual funciona como uma importante ferramenta pedagógica, capaz de incentivar debates, discussões e o pensamento crítico entre os alunos. “É importantíssimo para o desenvolvimento deles nas discussões que rondam a nossa sociedade. Ter reflexões críticas. Gerar debates”, afirma.

O projeto conta com patrocínio da Prefeitura Municipal de Niterói, por meio da Secretaria Municipal das Culturas, e do Governo Federal, via Política Nacional de Fomento à Cultura (PNAB). Realizado pela Fantascópio Produções e produzido pela Comala Filmes, o Cineclube Rã Vermelha segue fortalecendo o acesso ao audiovisual e criando novos espaços de circulação para o cinema fantástico brasileiro. Mais informações sobre a programação e atividades formativas serão divulgadas nas redes sociais do cineclube (@cinecluberavermelha).
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