Publicado 11/08/2026 08:50
Niterói - O tabagismo continua sendo o principal fator de risco para o câncer de pulmão, responsável por cerca de 85% dos casos da doença. Apesar dos avanços no diagnóstico e no tratamento, deixar o cigarro ainda é a estratégia mais eficaz para prevenir o câncer e dezenas de outras doenças relacionadas ao tabaco.
PublicidadeO alerta é do pneumologista Leonardo Pessôa, do Hospital Universitário Antônio Pedro da Universidade Federal Fluminense (Huap-UFF), unidade gerida pela HU Brasil, durante o mês de conscientização sobre o combate ao tabagismo."O cigarro convencional continua sendo, de longe, o principal fator de risco para o câncer de pulmão. A boa notícia é que parar de fumar reduz progressivamente o risco de desenvolver a doença, mesmo para quem fumou durante muitos anos. Sempre vale a pena parar de fumar", afirma o especialista.
Além do fumante, pessoas expostas à fumaça do cigarro também apresentam maior risco de desenvolver câncer de pulmão e outras doenças cardiovasculares e respiratórias. Segundo o pneumologista do Huap-UFF, o tabagismo está associado a mais de 50 doenças, o que reforça a importância de ambientes livres da fumaça do tabaco e de políticas públicas de prevenção.
Embora ainda não existam estudos de longo prazo capazes de definir o impacto dos cigarros eletrônicos sobre a incidência de câncer de pulmão, Leonardo Pessôa destaca que já há evidências suficientes para acender o alerta. "Sabemos que os cigarros eletrônicos expõem o usuário à nicotina, metais pesados, substâncias cancerígenas e diversos compostos tóxicos que provocam inflamação e lesões pulmonares. Também já está demonstrado que o uso combinado do cigarro convencional e do vape aumenta
significativamente o risco de câncer de pulmão", explica.
significativamente o risco de câncer de pulmão", explica.
O especialista acrescenta que o uso do cigarro eletrônico também favorece a iniciação ao tabagismo convencional, especialmente entre os mais jovens.
Diagnóstico precoce
Entre os principais avanços no combate à doença está a tomografia computadorizada de tórax de baixa dose, indicada para pessoas com maior risco, como fumantes e ex-fumantes entre 50 e 80 anos com histórico importante de consumo de cigarros. O exame permite identificar tumores ainda pequenos antes do surgimento dos sintomas. "Quanto mais cedo o câncer for diagnosticado, maiores são as possibilidades de tratamento curativo. Essa é uma mensagem definitiva", ressalta. O pneumologista destaca ainda a evolução dos tratamentos, com cirurgias menos invasivas, radioterapia de alta precisão, imunoterapia e terapias-alvo para tumores com alterações genéticas específicas, ampliando a sobrevida e a qualidade de vida de muitos pacientes.
Tosse persistente ou mudança no padrão, escarro com sangue, falta de ar, dor no peito, rouquidão, perda de peso sem causa aparente e pneumonias de repetição são sinais que merecem investigação, especialmente em fumantes e ex-fumantes. Além do tabagismo, fatores como exposição ocupacional ao amianto, radônio e outros agentes químicos, histórico familiar e tabagismo passivo também podem aumentar o risco da doença.
Leonardo Pessôa lembra que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento gratuito para quem deseja abandonar o cigarro, com acompanhamento multiprofissional, grupos de apoio e medicamentos quando
indicados. "O segredo é simples: nunca fumar ou, se fumante, parar de fumar imediatamente. E, se a pessoa não conseguir sozinha, não deve ter vergonha de pedir ajuda. O tabagismo é uma doença e tem tratamento", afirma.
Leonardo Pessôa lembra que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento gratuito para quem deseja abandonar o cigarro, com acompanhamento multiprofissional, grupos de apoio e medicamentos quando
indicados. "O segredo é simples: nunca fumar ou, se fumante, parar de fumar imediatamente. E, se a pessoa não conseguir sozinha, não deve ter vergonha de pedir ajuda. O tabagismo é uma doença e tem tratamento", afirma.
Sobre a HU Brasil
O Huap-UFF integra a HU Brasil desde abril de 2016. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a estatal nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais em 25
unidades da federação.
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