Publicado 17/08/2026 00:42
Niterói - A literatura, a arte e o pensamento crítico tomaram conta de Niterói, neste domingo (16), no encerramento da Festa Literária Internacional de Niterói (FLIN) 2026, no Reserva Cultural. Promovida pela Prefeitura de Niterói, por meio da Fundação de Arte de Niterói (FAN), a FLIN encerrou quatro dias de atividades atingindo a marca de mais de 50 mil visitantes, um público que superou em mais de 65% a meta inicial de 30 mil pessoas.
O prefeito Rodrigo Neves destacou o crescimento expressivo do evento e reafirmou o compromisso do município em investir continuamente na cultura como motor socioeconômico.
"A Feira Literária Internacional de Niterói envolveu editoras e autores locais, além de grandes nomes da literatura brasileira e internacional. A FLIN se consolida como um dos grandes eventos literários do Brasil. Vamos seguir planejando e investindo nesse projeto porque ele tem tudo a ver com a cidade que queremos construir, que compreende a cultura como um elemento indissociável do seu desenvolvimento. A festa foi abraçada pelos niteroienses e, por isso, veio para permanecer", destacou o prefeito Rodrigo Neves.
Os momentos mais aguardados do encerramento mobilizaram uma multidão de leitores, com destaque para a participação da atriz e escritora Fernanda Torres. Ela participou de uma conversa sobre literatura, teatro, atuação, processo criativo, bloqueio de escrita e, sobretudo, sobre os livros que ajudam a compreender o Brasil. Ela encerrou a programação oficial na Sala Nelson Pereira dos Santos com a leitura do primeiro capítulo de seu romance "A Glória e seu Cortejo de Horrores".
PublicidadeO prefeito Rodrigo Neves destacou o crescimento expressivo do evento e reafirmou o compromisso do município em investir continuamente na cultura como motor socioeconômico.
"A Feira Literária Internacional de Niterói envolveu editoras e autores locais, além de grandes nomes da literatura brasileira e internacional. A FLIN se consolida como um dos grandes eventos literários do Brasil. Vamos seguir planejando e investindo nesse projeto porque ele tem tudo a ver com a cidade que queremos construir, que compreende a cultura como um elemento indissociável do seu desenvolvimento. A festa foi abraçada pelos niteroienses e, por isso, veio para permanecer", destacou o prefeito Rodrigo Neves.
Os momentos mais aguardados do encerramento mobilizaram uma multidão de leitores, com destaque para a participação da atriz e escritora Fernanda Torres. Ela participou de uma conversa sobre literatura, teatro, atuação, processo criativo, bloqueio de escrita e, sobretudo, sobre os livros que ajudam a compreender o Brasil. Ela encerrou a programação oficial na Sala Nelson Pereira dos Santos com a leitura do primeiro capítulo de seu romance "A Glória e seu Cortejo de Horrores".
“Quando fui escrever, muito do meu treino de atriz entrou no processo. Existe um exercício muito grande de se colocar no personagem, pensar o que ele faria, o que responderia e enxergar o mundo pelo ponto de vista de outra pessoa. Às vezes, um personagem ajuda você a explorar até uma coisa sua que você ainda não tinha explorado. Acho que o livro básico para entender o Brasil é Memórias Póstumas de Brás Cubas. É curto e é uma porta de entrada extraordinária para entender como somos. O que Machado (de Assis) faz com Brás Cubas é muito mais assustador e profundo porque ele mergulha no lado arcaico do ser humano. Depois, se a pessoa gostar, daria Nelson Rodrigues, O Beijo no Asfalto. E, claro, Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas, e Os Sertões, que é quase um tratado científico sobre o Brasil”, afirmou Fernanda Torres.
O encerramento da FLIN 2026 também teve a presença do cantor e escritor Emicida, que participou da mesa "De onde cê vem?", mediada pela jornalista Luciana Barreto. A mesa partiu de uma reflexão sobre os lugares de onde viemos e aquilo que construímos a partir deles, explorando a relação entre literatura, oralidade, música, memória, cultura periférica e formação de identidade. Com o tema “Territórios das Palavras”, a edição de 2026 prestou homenagem à intelectual, antropóloga e ativista Lélia Gonzalez. A presidenta da Fundação de Arte de Niterói (FAN), Micaela Costa, ressaltou que a expressiva participação popular reflete o compromisso com a diversidade e o fortalecimento de novas narrativas.
"A FLIN 2026 entra definitivamente para o cenário das grandes festas literárias do Brasil, não apenas pelo recorde de público, mas pela excelência das atrações e das atividades oferecidas. Um dos nossos pilares é o Espaço Nikitinhos, 100% voltado às crianças, porque acreditamos que a literatura deve estar presente desde a infância. Outra marca que consolidamos é a diversidade de linguagens: reunimos nomes como Emicida, Conceição Evaristo, Teresa Cristina e Marcelo Adnet. Essa pluralidade aproxima pessoas que por vezes nem se descobriam leitoras e saem do evento transformadas, lendo mais e influenciando seu entorno”, avaliou Micaela Costa.
A programação do dia do encerramento teve a mesa "Subúrbios, periferia e boemia", com Aydano André Motta, Luiz Rufino e Beatriz Chacon; o painel "Fábulas, fantasias e odisseias", com Ariani Castelo e Giu Domingues; o debate "Ancestralidade e transformação social", com Cidinha da Silva, Preto Zezé e Elisa Larkin Nascimento; e a mesa "O riso e a mulher", reunindo Carol Loback, Fabiana Karla e Flávia Reis.
No fim da tarde, o Palco Territórios abrigou o "Sarau Ocupação Afropoética" com Sol de Paula. Nas arenas e palcos de debates, o domingo reuniu grandes nomes da literatura contemporânea, psicanálise, ilustração e humor. Houve, por exemplo, uma mesa sobre autoficção com Tatiana Salem Levy e Tati Bernardi; e o debate "Narrativas e Histórias" com Mary Del Priore, Flávio Carneiro e Cláudia Mesquita.
Em quatro dias, a FLIN 2026 ofereceu mais de 62 horas de programação gratuita e reuniu mais de 200 convidados. A presença de escritores locais e regionais mais que dobrou em relação ao ano anterior, totalizando 257 autores inscritos de Niterói, Rio de Janeiro, Maricá, Itaboraí e São Gonçalo.
O crescimento da FLIN 2026 também se refletiu na cadeia do livro. O número de editoras participantes passou de 10, em 2025, para 13 em 2026. Ao todo, três livrarias venderam 4 mil livros, enquanto o cadastro de editoras e livrarias para o recebimento do Cartão Arariboia, moeda social de Niterói, aproximou a política cultural da economia do livro.
A FLIN também ampliou sua articulação institucional: a Academia Brasileira de Letras (ABL), que doou 1500 livros durante a festa, e a Biblioteca Nacional apoiaram a realização do evento com a presença de acadêmicos distribuídos em diferentes mesas.
Entre os convidados da FLIN 2026 estiveram Ana Maria Gonçalves, Jeferson Tenório, Conceição Evaristo, Valter Hugo Mãe, Eliana Alves Cruz, Ruy Castro, Jout Jout, Fabrício Carpinejar, Ana Maria Machado, Ondjaki, Cidinha da Silva, Luiz Antonio Simas, Lilia Schwarcz, Marcelo Quintanilha, Jessé Souza, Marcelo Adnet, Ana Paula Araújo, Miriam Leitão, Stefano Volp, Mariana Salomão Carrara, Otávio Junior, Teresa Cristina, Déia Freitas, Geni Núñez, além de pesquisadores, jornalistas, escritores, roteiristas, artistas, influenciadores e criadores de diferentes áreas.
A edição também ampliou as ações de formação e responsabilidade social e ambiental. A FLIN recebeu estudantes da rede pública de ensino, promoveu ações de formação de leitores e contou com uma iniciativa do Instituto Léo Solidário, que propôs a troca de livros por resíduos, além da arrecadação de alimentos para a campanha 1 Kg de Alimentos Solidários, destinados ao Banco de Alimentos de Niterói.
Com programação gratuita, tradução em Libras e audiodescrição em diversas atividades, a festa encerra a edição de 2026 reforçando a literatura como instrumento de acesso, encontro e transformação, e Niterói como um território cada vez mais aberto às palavras.
O crescimento da FLIN 2026 também se refletiu na cadeia do livro. O número de editoras participantes passou de 10, em 2025, para 13 em 2026. Ao todo, três livrarias venderam 4 mil livros, enquanto o cadastro de editoras e livrarias para o recebimento do Cartão Arariboia, moeda social de Niterói, aproximou a política cultural da economia do livro.
A FLIN também ampliou sua articulação institucional: a Academia Brasileira de Letras (ABL), que doou 1500 livros durante a festa, e a Biblioteca Nacional apoiaram a realização do evento com a presença de acadêmicos distribuídos em diferentes mesas.
Entre os convidados da FLIN 2026 estiveram Ana Maria Gonçalves, Jeferson Tenório, Conceição Evaristo, Valter Hugo Mãe, Eliana Alves Cruz, Ruy Castro, Jout Jout, Fabrício Carpinejar, Ana Maria Machado, Ondjaki, Cidinha da Silva, Luiz Antonio Simas, Lilia Schwarcz, Marcelo Quintanilha, Jessé Souza, Marcelo Adnet, Ana Paula Araújo, Miriam Leitão, Stefano Volp, Mariana Salomão Carrara, Otávio Junior, Teresa Cristina, Déia Freitas, Geni Núñez, além de pesquisadores, jornalistas, escritores, roteiristas, artistas, influenciadores e criadores de diferentes áreas.
A edição também ampliou as ações de formação e responsabilidade social e ambiental. A FLIN recebeu estudantes da rede pública de ensino, promoveu ações de formação de leitores e contou com uma iniciativa do Instituto Léo Solidário, que propôs a troca de livros por resíduos, além da arrecadação de alimentos para a campanha 1 Kg de Alimentos Solidários, destinados ao Banco de Alimentos de Niterói.
Com programação gratuita, tradução em Libras e audiodescrição em diversas atividades, a festa encerra a edição de 2026 reforçando a literatura como instrumento de acesso, encontro e transformação, e Niterói como um território cada vez mais aberto às palavras.
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