Niterói: Polícia Civil realizou buscas em Niterói e São Gonçalo durante operação que investiga suposto esquema envolvendo o chamado Banco do PastorReprodulção/Internet
Publicado 18/08/2026 11:32
Niterói - A Polícia Civil realizou, nesta terça-feira (18), diligências em Niterói e São Gonçalo durante a Operação Golpe de Fé, que investiga um suposto esquema de fraude financeira envolvendo uma plataforma apresentada como banco digital. A ação também cumpriu medidas na capital fluminense, em Duque de Caxias e em São Paulo.
Publicidade
Ao todo, foram expedidos 23 mandados de busca e apreensão contra pessoas físicas e jurídicas. Segundo as investigações, o grupo teria utilizado a influência de uma instituição religiosa para atrair investidores e captar recursos com a promessa de altos rendimentos.
De acordo com a Polícia Civil, a instituição religiosa ligada ao caso funcionava inicialmente em São Gonçalo e atualmente está instalada em Niterói. A investigação aponta que a posição de liderança religiosa do principal investigado teria sido utilizada para conquistar a confiança de fiéis e pessoas próximas. Os investidores eram direcionados para a plataforma GAL INVEST BANK, administrada pelo Grupo América Latina e conhecida informalmente como “Banco do Pastor”.
Segundo os investigadores, os investimentos eram oferecidos com promessa de rentabilidade de aproximadamente 10% ao mês. Após a captação dos valores, no entanto, os pagamentos dos rendimentos teriam sido interrompidos. As vítimas teriam recebido diferentes justificativas para a suspensão dos repasses, que posteriormente deixaram de ser realizados.
Até o momento, a Polícia Civil identificou pelo menos sete registros de ocorrência relacionados ao suposto esquema. O prejuízo estimado é de aproximadamente R$ 1,11 milhão. As investigações indicam ainda a possível existência de uma estrutura organizada, com divisão de funções entre pessoas responsáveis pela captação de investidores, operações financeiras e empresas utilizadas na movimentação dos recursos.
Os agentes também apuram a possível utilização de “laranjas” para ocultar os responsáveis pelo negócio. Uma das contas analisadas teria movimentado mais de R$ 5,4 milhões em operações classificadas como estornos. Durante o cumprimento dos mandados, os policiais procuram documentos, aparelhos eletrônicos, veículos, joias e dinheiro que possam ajudar a esclarecer a movimentação financeira e identificar recursos supostamente obtidos de forma ilícita.
Os investigados são apurados, em tese, pelos crimes de estelionato, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A investigação continua para identificar outros possíveis envolvidos e rastrear o patrimônio relacionado ao esquema.
Leia mais