Niterói: Luiz Carlos de Carvalho idealizou o Paredão da Poesia, no Yorubar, na CantareiraReprodução/Internet
Publicado 19/08/2026 10:47
Niterói - Uma homenagem vai marcar a memória do poeta, escritor e professor Marcelo Diniz Martins, o Paredão. O Yorubar, que fica na Cantareira, vai abrigar o Paredão da Poesia em homenagem ao artista -- falecido no último domingo, e um dos últimos remanescentes da geração de poetas dos anos 70 e 80 em Niterói. A iniciativa é do amigo e artista plástico Luiz Carlos de Carvalho, ainda triste como falecimento de Paredão.
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"Não podemos esquecê-lo. Falei com o Renato, do Yorubar, e ele topou na hora criar um paredão para o Paredão. Vamos colocar poesias e varais poéticos no local", explicou Luiz Carlos de Carvalho, com exclusividade, para O DIA Niterói.
Professor da UFRJ, letrista e figura marcante da boemia e da literatura niteroiense, o artista faleceu aos 58 anos após um infarto
Trajetória acadêmica e legado literário
Além das letras de música, Marcelo teve atuação de destaque na literatura e na vida universitária. Graduado pela Universidade Federal Fluminense (UFF), tornou-se mestre e doutor pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde atuava como professor adjunto da Faculdade de Letras ministrando disciplinas de Teoria Literária e Literatura Comparada, além de oficinas de escrita criativa.

Como autor, publicou trabalhos marcantes: +1 (2019), livro focado na estrutura de sonetos e poemas visuais; Rimas (2019), plaquete lançada na prestigiada coleção megamini, da editora 7Letras; e ofereceu contribuições teóricas, como autor de verbetes de referência para o Dicionário Drummond (Instituto Moreira Salles), abordando temas como rima, ironia, soneto e a morte.

A origem do apelido "Paredão"
Muito conhecido nas rodas de conversa e nos saraus da Praça da Cantareira — lendário reduto boêmio da UFF no Gragoatá —, o apelido "Paredão" nasceu como uma gíria do meio musical e estudantil niteroiense. A alcunha era uma referência carinhosa tanto à sua presença física e carismática quanto à solidez métrica e à versatilidade de suas poesias construídas ao vivo nas rodas de composição. A morte de Marcelo Diniz Martins deixa um vazio profundo no ensino superior e na rica tradição de letristas e poetas formados em solo niteroiense.
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