Publicado 26/09/2025 00:00
Exaustivamente batemos na tecla sobre o crescimento do crime organizado no país e, especificamente, no Rio de Janeiro, berço das principais facções criminosas. São pelo menos 40 anos de avanço e, hoje, chegamos a triste marca de sermos o país que lidera o ranking latino-americano de população sob domínio de facções criminosas.
Nossas autoridades parecem não perceber que a segurança pública é uma prioridade e carecemos de um plano que combata efetivamente o domínio dos criminosos em nossa sociedade.
Estudo da Cambridge University Press, apontou que mais de 50 milhões de brasileiros, quase ¼ da população, vivem em áreas onde facções criminosas impõem regras e controle social. O Brasil é o líder isolado no fenômeno conhecido como “governança criminal”, que nada mais é o “Poder Paralelo” que há décadas apontamos crescer sob os olhos omissos de nossas autoridades.
O estudo utilizou como base dados do Latino Barômetro de 2020, que analisa 18 países da região. O resultado mostrou que, no continente, entre 77 e 100 milhões de pessoas vivem sob regras impostas por grupos criminosos, o que representa 14% da população. O índice no Brasil é quase o dobro da Costa Rica, segundo lugar.
A pesquisa também questiona a ideia de que esses grupos surgem apenas em áreas onde o Estado é ausente.
Curiosamente, os dois maiores do país — o PCC, de São Paulo, e o Comando Vermelho, do Rio de Janeiro — nasceram nos estados mais ricos do Brasil.
Outro ponto preocupante é o avanço do crime para além do domínio territorial, caminhando para as estruturas do Estado. Para alguns especialistas, essa interferência já é um passo em direção a algo mais próximo do que se poderia classificar como uma máfia e isso abordamos aqui recentemente, com a presença do PCC nos investimentos da Faria Lima, além de membros no legislativo a serviço do crime.
O Brasil está sendo “faccionalizado” e isso é grave, pois como o estudo sugere, não só a ausência estatal é uma causa, mas também as próprias respostas do Estado vêm ajudando a consolidar o poder das organizações criminosas.
O Ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, defendeu a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública, com o objetivo de integrar e coordenar as ações das diversas forças policiais em todos os níveis da Federação, porém nada de concreto aconteceu para socorrer os estados e o povo brasileiro. Alô Lewandowski...precisamos de mais ação e com urgência.
PublicidadeNossas autoridades parecem não perceber que a segurança pública é uma prioridade e carecemos de um plano que combata efetivamente o domínio dos criminosos em nossa sociedade.
Estudo da Cambridge University Press, apontou que mais de 50 milhões de brasileiros, quase ¼ da população, vivem em áreas onde facções criminosas impõem regras e controle social. O Brasil é o líder isolado no fenômeno conhecido como “governança criminal”, que nada mais é o “Poder Paralelo” que há décadas apontamos crescer sob os olhos omissos de nossas autoridades.
O estudo utilizou como base dados do Latino Barômetro de 2020, que analisa 18 países da região. O resultado mostrou que, no continente, entre 77 e 100 milhões de pessoas vivem sob regras impostas por grupos criminosos, o que representa 14% da população. O índice no Brasil é quase o dobro da Costa Rica, segundo lugar.
A pesquisa também questiona a ideia de que esses grupos surgem apenas em áreas onde o Estado é ausente.
Curiosamente, os dois maiores do país — o PCC, de São Paulo, e o Comando Vermelho, do Rio de Janeiro — nasceram nos estados mais ricos do Brasil.
Outro ponto preocupante é o avanço do crime para além do domínio territorial, caminhando para as estruturas do Estado. Para alguns especialistas, essa interferência já é um passo em direção a algo mais próximo do que se poderia classificar como uma máfia e isso abordamos aqui recentemente, com a presença do PCC nos investimentos da Faria Lima, além de membros no legislativo a serviço do crime.
O Brasil está sendo “faccionalizado” e isso é grave, pois como o estudo sugere, não só a ausência estatal é uma causa, mas também as próprias respostas do Estado vêm ajudando a consolidar o poder das organizações criminosas.
O Ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, defendeu a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública, com o objetivo de integrar e coordenar as ações das diversas forças policiais em todos os níveis da Federação, porém nada de concreto aconteceu para socorrer os estados e o povo brasileiro. Alô Lewandowski...precisamos de mais ação e com urgência.
Marcos Espínola é advogado criminalista e especialista em segurança pública
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