Publicado 13/10/2025 00:00
Quando assumi o mandato na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, sabia que teria pela frente desafios importantes para a saúde das mulheres da nossa cidade. Entre eles, estava a necessidade de institucionalizar campanhas que salvassem vidas. Foi assim que nasceu a Lei 7.168/2021, sancionada em dezembro daquele ano, incluindo a Campanha Outubro Rosa no Calendário Oficial da Cidade do Rio de Janeiro.
PublicidadeEssa lei representa muito mais do que uma data comemorativa. Ela garante que, todos os anos, no mês de outubro, a conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama esteja na pauta da nossa cidade. E quando me perguntam: por que isso é tão importante, Tânia? Eu respondo que estamos falando de uma doença que, quando descoberta no início, tem até 95% de chances de cura. Cada dia conta, cada exame pode fazer a diferença entre a vida e a morte.
Na Câmara do Rio construímos essa conquista pensando em cada mulher carioca, independentemente de onde mora, sua idade ou condição social. O câncer de mama não escolhe classe social, não respeita fronteiras geográficas. Por isso, nossa luta precisa alcançar todas as áreas: da Zona Sul à Zona Oeste, do Centro aos subúrbios.
A inclusão do Outubro Rosa no calendário oficial é apenas parte de um trabalho maior que venho desenvolvendo. Na Comissão da Mulher, tenho dedicado esforços para garantir o acesso à mamografia a partir dos 40 anos, uma bandeira que carrego com muita determinação. Promovemos ações de conscientização pelo gabinete durante todo o ano, porque prevenir o câncer de mama não pode ser responsabilidade apenas de outubro.
Outra frente importante da minha atuação foi a reabertura da Maternidade Paulino Werneck, um equipamento fundamental para a saúde das mulheres da nossa cidade. Saúde da mulher é um tema amplo, que vai desde o pré-natal até o acompanhamento em todas as fases da vida, incluindo os exames preventivos que detectam precocemente o câncer de mama.
Quando caminho pelas ruas do Rio, quando converso com as mulheres nos bairros, escuto histórias que reforçam a importância dessa lei. Mulheres que descobriram o câncer cedo e venceram a doença. Outras que perderam tempo precioso por falta de informação. Cada relato me fortalece na certeza de que fizemos o correto ao transformar o Outubro Rosa em política pública permanente.
O diagnóstico precoce salva-vidas. Essa frase simples carrega uma verdade poderosa. Por isso, convoco todas as mulheres cariocas: façam seus exames, conheçam seu corpo, não tenham medo de procurar ajuda médica ao menor sinal diferente. E aos gestores públicos, se faz necessário a garantia e o acesso aos exames e tratamentos necessários à saúde da mulher.
A Lei 7.168/2021 é nossa, é de todas nós. Que o Outubro Rosa ilumine não apenas um mês, mas que seja um lembrete constante de que cuidar da saúde é cuidar da vida. Juntas, seguiremos nessa luta por um Rio de Janeiro onde toda mulher tenha o direito de se prevenir, de se cuidar e de viver plenamente.
Tânia Bastos é vereadora e segunda vice-presidente da Câmara do Rio
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