Publicado 14/11/2025 00:00
A Inteligência Artificial (IA) está presente nas mais diversas esferas de nossas vidas cotidianas. Porém, no que se refere à escola, e particularmente na Educação Especial, ainda há um grande hiato. E disso, surge a pergunta: como sistemas de IA podem auxiliar o aprendizado de alunos com necessidades específicas e únicas?
Para estudantes com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Dislexia ou mesmo com transtornos do desenvolvimento mais severos, como a Deficiência Intelectual (DI) ou Transtorno do Espectro Autista (TEA), a IA oferece personalização com propriedade. Imagine sistemas que adaptam o conteúdo ao ritmo e estilo de cada aluno, como o MyLearning, ferramenta que ajusta o currículo individualmente. Aplicativos de acessibilidade, como o VLibras, rompem barreiras de comunicação ao converter textos para a Língua Brasileira de Sinais, e o Seeing AI, que descreve o mundo para deficientes visuais. Essas tecnologias, entre outras, podem criar exercícios que ajustam fontes e espaçamentos para disléxicos, ou até gerar histórias sociais personalizadas para alunos com TEA, promovendo autonomia e engajamento, ou adaptando a linguagem para alunos com DI, para melhor entendimento. A IA, desta forma, pode atuar como um assistente poderoso, automatizando tarefas repetitivas e liberando o professor para o papel insubstituível de mediador humano, focando na empatia e no suporte socioemocional.
Mas a presença da IA não para por aí. Ela também pode auxiliar o professor com dados personalizados sobre cada aluno, para que se possa fazer um planejamento e monitoramento cada vez mais precisos, ou ainda auxiliar na confecção e acompanhamento de um Plano de Desenvolvimento Individual (PDI). Contudo, é importante salientar que o papel da interação humana, da empatia e do afeto continua sendo o coração da educação, algo que a IA jamais substituirá. O desafio é integrar a tecnologia sem desumanizar o processo educacional. Por outro lado, a IA não é infalível, e toda informação precisa ser verificada para que se tenha certeza de sua autenticidade. Portanto, sempre passará pelo critério docente.
A IA na educação especial é uma promessa de maior inclusão e personalização, com inúmeros exemplos práticos já em curso no Brasil e no mundo. Pode se tornar, com certeza, uma ferramenta valiosa para o trabalho docente. Mas para que essa revolução seja justa e benéfica para todos, é vital que educadores sejam capacitados, e junto com pais e formuladores de políticas públicas, dialoguem sobre como implementá-la com responsabilidade e visão.
Especialmente em um momento histórico em que o número de alunos com necessidades específicas é cada vez maior em nossas salas de aulas, com um nível de complexidade crescente em sua multiplicidade de condições, é hora de construir um futuro educacional no qual a tecnologia sirva ao professor como uma ferramenta poderosa, mas sobretudo sirva à humanidade, e não o contrário, garantindo que nenhum aluno seja deixado para trás em suas necessidades específicas, em benefício de todos.
PublicidadePara estudantes com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Dislexia ou mesmo com transtornos do desenvolvimento mais severos, como a Deficiência Intelectual (DI) ou Transtorno do Espectro Autista (TEA), a IA oferece personalização com propriedade. Imagine sistemas que adaptam o conteúdo ao ritmo e estilo de cada aluno, como o MyLearning, ferramenta que ajusta o currículo individualmente. Aplicativos de acessibilidade, como o VLibras, rompem barreiras de comunicação ao converter textos para a Língua Brasileira de Sinais, e o Seeing AI, que descreve o mundo para deficientes visuais. Essas tecnologias, entre outras, podem criar exercícios que ajustam fontes e espaçamentos para disléxicos, ou até gerar histórias sociais personalizadas para alunos com TEA, promovendo autonomia e engajamento, ou adaptando a linguagem para alunos com DI, para melhor entendimento. A IA, desta forma, pode atuar como um assistente poderoso, automatizando tarefas repetitivas e liberando o professor para o papel insubstituível de mediador humano, focando na empatia e no suporte socioemocional.
Mas a presença da IA não para por aí. Ela também pode auxiliar o professor com dados personalizados sobre cada aluno, para que se possa fazer um planejamento e monitoramento cada vez mais precisos, ou ainda auxiliar na confecção e acompanhamento de um Plano de Desenvolvimento Individual (PDI). Contudo, é importante salientar que o papel da interação humana, da empatia e do afeto continua sendo o coração da educação, algo que a IA jamais substituirá. O desafio é integrar a tecnologia sem desumanizar o processo educacional. Por outro lado, a IA não é infalível, e toda informação precisa ser verificada para que se tenha certeza de sua autenticidade. Portanto, sempre passará pelo critério docente.
A IA na educação especial é uma promessa de maior inclusão e personalização, com inúmeros exemplos práticos já em curso no Brasil e no mundo. Pode se tornar, com certeza, uma ferramenta valiosa para o trabalho docente. Mas para que essa revolução seja justa e benéfica para todos, é vital que educadores sejam capacitados, e junto com pais e formuladores de políticas públicas, dialoguem sobre como implementá-la com responsabilidade e visão.
Especialmente em um momento histórico em que o número de alunos com necessidades específicas é cada vez maior em nossas salas de aulas, com um nível de complexidade crescente em sua multiplicidade de condições, é hora de construir um futuro educacional no qual a tecnologia sirva ao professor como uma ferramenta poderosa, mas sobretudo sirva à humanidade, e não o contrário, garantindo que nenhum aluno seja deixado para trás em suas necessidades específicas, em benefício de todos.
André Codea é professor da rede municipal de ensino
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