Publicado 18/12/2025 00:00
O setor elétrico brasileiro desempenha papel estratégico na economia nacional, sendo fundamental para o desenvolvimento industrial, social e tecnológico do país. Em meio à crescente pressão internacional por sustentabilidade e transição energética, o setor enfrenta o desafio de inovar sem comprometer a segurança, a estabilidade e a confiabilidade do fornecimento de energia.
PublicidadeA estrutura do setor elétrico brasileiro é caracterizada por forte regulação, alta complexidade operacional e uma cultura institucional avessa ao risco. A estabilidade regulatória é vista como essencial para garantir investimentos de longo prazo, mas pode se tornar um obstáculo à inovação. O ambiente de negócios é influenciado por normas rígidas, processos de homologação extensos e uma governança centralizada nas distribuidoras, o que dificulta a rápida adoção de novas tecnologias.
Existe um paradoxo central no setor: enquanto outros setores conseguem testar e implantar inovações de maneira incremental e ágil, o setor elétrico lida com barreiras técnicas, regulatórias e culturais que retardam a experimentação e a escalabilidade de soluções inovadoras.
O ecossistema de startups do setor elétrico brasileiro tem crescido, impulsionado pela demanda por soluções em energia limpa, digitalização e eficiência operacional. As startups têm papel relevante na introdução de novas tecnologias. Essas mudanças buscam ampliar a flexibilidade e o foco em inovação de impacto, mas ainda encontram resistência na adoção por parte das concessionárias, que mantêm processos internos lentos e avessos ao risco.
O ecossistema de startups do setor elétrico brasileiro tem crescido, impulsionado pela demanda por soluções em energia limpa, digitalização e eficiência operacional. As startups têm papel relevante na introdução de novas tecnologias. Essas mudanças buscam ampliar a flexibilidade e o foco em inovação de impacto, mas ainda encontram resistência na adoção por parte das concessionárias, que mantêm processos internos lentos e avessos ao risco.
A governança das distribuidoras é marcada por exigências técnicas rigorosas, dificultando a integração de soluções propostas por startups. A lentidão nos processos de contratação, os requisitos operacionais complexos e o viés organizacional em favor de fornecedores tradicionais são barreiras recorrentes.
A promoção da inovação tecnológica no setor elétrico brasileiro depende da criação de mecanismos institucionais que conciliem segurança regulatória e abertura à experimentação. Startups, associações setoriais e organizações de apoio ao empreendedorismo são agentes-chave para impulsionar a transição energética. O setor elétrico brasileiro tem potencial para liderar a agenda de energia limpa, desde que supere as barreiras institucionais e culturais à inovação, alinhando o ritmo das distribuidoras à dinâmica das startups.
Sérgio Malta é presidente do Sindicato Interestadual das Indústrias de Energia Elétrica (Sinergia)
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