Publicado 16/01/2026 00:00 | Atualizado 20/01/2026 14:21
Ao analisar os dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), da CNC, confesso que não me surpreendi. Em novembro de 2025, 79,2% das famílias brasileiras declararam ter dívidas a vencer. Ao longo da minha trajetória como psicóloga especializada em crenças relacionadas ao dinheiro, aprendi que o endividamento raramente está ligado apenas à renda ou ao cenário econômico. Ele nasce, muitas vezes, de padrões emocionais e psicológicos que repetimos sem perceber.
Na prática clínica, observei que a forma como nos relacionamos com o dinheiro começa dentro de casa. A educação financeira recebida e a história econômica da família moldam crenças profundas (conscientes ou não), que influenciam se enxergamos o dinheiro como segurança, medo, culpa ou escassez.
Foi a partir dessa compreensão que desenvolvi a metodologia “DNA Financeiro” e escrevi o livro O correto é prosperar. Nesse processo, identifiquei seis passos essenciais para transformar a relação emocional com o dinheiro.
PublicidadeNa prática clínica, observei que a forma como nos relacionamos com o dinheiro começa dentro de casa. A educação financeira recebida e a história econômica da família moldam crenças profundas (conscientes ou não), que influenciam se enxergamos o dinheiro como segurança, medo, culpa ou escassez.
Foi a partir dessa compreensão que desenvolvi a metodologia “DNA Financeiro” e escrevi o livro O correto é prosperar. Nesse processo, identifiquei seis passos essenciais para transformar a relação emocional com o dinheiro.
O primeiro é abraçar a mudança. Ninguém muda enquanto foge do problema. Encarar as próprias dificuldades financeiras e reconhecer sentimentos como medo ou ansiedade é o início da transformação.
O segundo passo é conhecer a própria história. As emoções ligadas ao dinheiro têm raízes nas vivências familiares. Revisitar essas experiências com maturidade permite ressignificar aprendizados que já não fazem sentido. Também é fundamental romper com a chamada “lealdade invisível”, quando repetimos padrões limitantes por fidelidade inconsciente à família.
Outro ponto essencial é libertar-se da culpa, especialmente comum entre mulheres. A culpa funciona como uma dívida emocional e frequentemente leva à autossabotagem financeira. Assumir responsabilidade pelas próprias escolhas gera autonomia e liberdade.
Tomar posse da própria identidade e reconhecer o próprio valor também impacta diretamente a prosperidade. Quando acreditamos que merecemos prosperar, abrimos espaço para o novo. Em um país onde quase 80% das famílias estão endividadas, acredito que a verdadeira mudança começa de dentro para fora.
* Luciana Cardoso é psicóloga especialista em crenças financeiras, que lançou o livro 'O correto é prosperar' (Editora Trend)
* Luciana Cardoso é psicóloga especialista em crenças financeiras, que lançou o livro 'O correto é prosperar' (Editora Trend)
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