Deputado federal Hugo Leal (PSD-RJ), autor da Lei SecaDivulgação
Publicado 17/02/2026 00:00
O Carnaval movimenta cidades inteiras, muda a rotina das ruas e reúne milhões de brasileiros em celebrações que fazem parte da nossa cultura. Junto com a festa, cresce também a necessidade de atenção no trânsito. É nesse cenário que a Lei Seca, que completa 18 anos este ano, se apresenta como uma das medidas mais importantes para proteger vidas nas vias brasileiras.
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Quando surgiu, em 2008, a Lei Seca tinha um objetivo simples e direto: salvar vidas. Naquela época, ainda era comum tratar com naturalidade a mistura entre álcool e direção. Muita gente acreditava que “só uma bebida” não faria diferença. A realidade mostrou o contrário. Acidentes graves, famílias destruídas e histórias interrompidas revelaram, infelizmente de forma trágica, que era urgente mudar essa cultura.
De lá para cá, muita coisa mudou. Hoje é mais comum ver o “motorista da vez”, o uso de transporte por aplicativo, táxis ou caronas responsáveis. O que antes era visto como exagero virou sinal de cuidado. Cada decisão consciente evita uma tragédia que talvez nunca apareça nas notícias, mas que deixa de acontecer porque alguém fez a escolha certa.
A Lei Seca não é contra a folia. Ela existe para proteger as pessoas. É uma lei contra a imprudência. Não proíbe ninguém de beber, mas deixa claro que beber e dirigir não combinam. Parece uma regra óbvia, mas ela representa algo maior: o respeito à vida do outro. Quem assume o volante depois de beber não coloca em risco apenas a si mesmo, mas todos que cruzam seu caminho.
Durante o Carnaval, essa consciência faz ainda mais diferença. O aumento do consumo de bebidas e o grande número de pessoas nas ruas elevam os riscos. Por isso, planejar como voltar para casa é tão importante quanto escolher o bloco ou a fantasia. Definir quem vai dirigir, usar transporte público ou aplicativos e recusar carona com quem bebeu são atitudes simples que salvam vidas.
Ao completar 18 anos, a Lei Seca mostra que a mudança cultural é possível, mas também lembra que o trabalho precisa continuar. Fiscalização, educação e escolhas responsáveis caminham juntas. Nenhuma lei funciona sozinha: ela vive nas decisões que cada pessoa toma antes mesmo do primeiro gole.
Carnaval é liberdade, mas liberdade também é cuidar do outro. A verdadeira festa termina quando todos chegam bem em casa. Que possamos celebrar sempre a preservação daquilo que temos de mais valioso: a vida.
Hugo Leal é deputado federal- PSD/RJ, autor da Lei Seca
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