Publicado 02/04/2026 00:00
A palavra política tem origem na noção do termo grego “pólis”, que vem da ideia da vida na coletividade. Ainda na antiguidade, Aristóteles trazia o pensamento de que política é a organização da vida em comum. Posteriormente, vários pensadores e teóricos foram incorporando conceitos mais amplos e modernos, estabelecendo, sobretudo na modernidade, a organização da coletividade através do Estado.
PublicidadeDe tudo o que se pode estudar sobre a política, o ensinamento mais marcante é que cidadão e coletividade estão sempre presentes. É essa relação que vai orientar a nossa vida, com a presença do Estado e a administração de nossos interesses e bens. Sem o Estado, tal como conhecemos, seria impossível a organização em sociedade nos tempos modernos.
Por essa razão, são eleitos representantes que irão conduzir nosso destino no âmbito municipal, estadual e em todo o país. Essa representação é crucial para nossa organização. Essa é a chamada participação indireta do cidadão, que elege seus representantes para os cargos dos poderes Executivo e Legislativo. O cidadão participa indiretamente, votando, candidatando-se, filiando-se a algum partido político ou participando de alguma outra forma.
Não podemos nos afastar da política, portanto. Sem ela, não participaremos da vida da nossa coletividade, do nosso país e, assim, não decidiremos nossa própria vida. À medida que nos afastamos, tende a piorar os interesses que se buscam com a representatividade, como também a legitimidade.
Mas a política não se revela apenas com as eleições e a vida partidária. Ela se aperfeiçoa com nossa participação direta enquanto cidadão, fiscalizando as decisões dos agentes públicos ou auxiliando na elaboração delas. Comparecer em audiências públicas, integrar associação de moradores e acompanhar as sessões do poder legislativo são exemplos de participação direta do cidadão.
A política faz parte da nossa vida. Temos cada vez mais que dela participar, de uma forma ou de outra. Se não pretende ser candidato a qualquer cargo, não quer dizer que você não precisa fazer política. Você pode participar de inúmeras outras formas. Não podemos criminalizar a política. Temos que qualificá-la, porque sem ela não poderemos ajudar a melhorar nossa vida, dos nossos filhos e das futuras gerações.
Escolha como quer participar da política, seja direta ou indiretamente. Mas participe! Vamos deixar de ser o cidadão-espectador para ser o cidadão-participante. Só assim, meu irmão e minha irmã, construiremos uma sociedade melhor. E aí, cadê você?
Luciano Mattos é advogado, Promotor de Justiça aposentado e Procurador-Geral de Justiça nos biênios 2021/2022 e 2023/2024
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