Publicado 25/04/2026 00:00
Ao anunciar resultados financeiros desfavoráveis recentes sem precedentes e, portanto, deveras preocupantes, como o prejuízo de R$ 8,5 bilhões registrado em 2025, o nosso velho Correios “de guerra” acabou exibindo um número desfavorável ainda maior em seguida, o que se mostra, portanto, chocante, ao representar mais do que o triplo do valor verificado no exercício precedente. Mais do que isso, são 14 trimestres seguidos de rombo nas contas respectivas. Em 2023, o déficit até tinha caído um pouco, mas em 2024 tal situação voltou a piorar.
Em seu comunicado oficial, a empresa revelou que tal número tinha tudo a ver com o provisionamento de obrigações judiciais e com o aumento de custos operacionais. Daí o patrimônio líquido da instituição ter encerrado o período em R$ 13,1 bilhões negativos. Nesse contexto, o presidente dos Correios falou sobre as principais dificuldades da estatal: com queda nas receitas e aumento das despesas com questões judiciais e o pagamento de juros sobre empréstimos para reforço de caixa, mantém-se o enfrentamento de dificuldades de porte na gestão financeira sem uma mais clara perspectiva de equacionamento dos problemas.
PublicidadeEm seu comunicado oficial, a empresa revelou que tal número tinha tudo a ver com o provisionamento de obrigações judiciais e com o aumento de custos operacionais. Daí o patrimônio líquido da instituição ter encerrado o período em R$ 13,1 bilhões negativos. Nesse contexto, o presidente dos Correios falou sobre as principais dificuldades da estatal: com queda nas receitas e aumento das despesas com questões judiciais e o pagamento de juros sobre empréstimos para reforço de caixa, mantém-se o enfrentamento de dificuldades de porte na gestão financeira sem uma mais clara perspectiva de equacionamento dos problemas.
No tocante ao PDV, Plano de Demissão Voluntária, por exemplo, tem sido muito baixa a adesão de funcionários, e igualmente preocupante tem sido o resultado do esforço de venda de imóveis, bem aquém dos planos originais. E, para completar, os Correios conseguiram um empréstimo de R$ 12 bilhões com bancos públicos e privados, para reforçar o caixa e não para viabilizar especificamente a redução de despesas, ficando a cargo das autoridades federais viabilizar o pagamento das respectivas amortizações, caso os Correios não consigam fazer isso. Eles próprios, Analistas externos avaliam, assim, que o plano de recuperação financeira dos Correios em discussão no momento atual tem poucas chances de sucesso no atual esforço de busca de sustentabilidade efetiva para essa importante instituição.
Raul Velloso é consultor econômico
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