Publicado 27/04/2026 00:00
Hoje (27) o nosso mandato e o do companheiro Glauber Braga temos novo encontro com o Rio de Janeiro, em evento fundamental para os rumos do nosso país e da nossa democracia. Em palco nobre, a sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Centro da capital, e com as presença de convidadas como as deputadas Sâmia Bonfim e Fernanda Melchiona, vamos lançar os Comitês Antifascistas, ideia nascida na I Conferência Internacional Antifascista pela Soberania dos Povos, realizada em Porto Alegre no final de março, marcando os 25 anos do primeiro Fórum Social Mundial.
Fomos mais de quatro mil ativistas, de 40 países e cinco continentes, que debatemos o avanço da extrema-direita e a resistência ao fascismo no ocidente, propondo uma reorganização política de trabalhadores e movimentos sociais contra a escalada autoritária.
A ideia é que os Comitês Antifascistas sejam espaços de diálogo, organização, debate e mobilização da sociedade na luta para enfrentar a crise econômica, social e moral que vivemos com o ruir do sistema capitalista-imperialista. Entendemos que essa decadência, simbolizada por atitudes esdrúxulas de ‘líderes’ mundiais como Trump e Netanyahu, abre espaço para o crescimento do fascismo, a imposição de políticas neoliberais e o agravamento de conflitos internacionais que fazem recrudescer o genocídio e impõem às nações mais fracas um novo tipo de recolonização.
O fascismo é um projeto de destruição da humanidade, de exploração dos trabalhadores e de opressão sobre mulheres, negros, a população lgbtqiapn+ e outros grupos. Por isso é fundamental que a classe trabalhadora construa um projeto seu para derrotar a extrema direita e o neoliberalismo que a alimenta. Essa é a síntese da proposta dos Comitês Antifascistas que pretendemos espalhar pelo Rio de Janeiro e pelo Brasil nesse momento em que vivemos o perigo extremo de avanço da extrema direita em nosso país, em especial considerando o cenário eleitoral de 2026.
Uma rápida olhada em nosso passado recente corrobora esse raciocínio. A vitória da extrema-direita nas eleições de 2018 fez o Brasil entrar em colapso. Foram mais de 700 mil mortos no país graças ao negacionismo de Jair Bolsonaro, que levou o Brasil ao vergonhoso segundo lugar em mortes pela doença na época da pandemia. Seu desgoverno provocou o retorno de altos índices de miséria e vulnerabilidade social, recordes no desemprego e colocou o país de volta ao Mapa da Fome da FAO/ONU. Como se não bastasse, tivemos que voltar a lutar e a resistir contra a ameaça real de uma nova ditadura militar, com os acontecimentos de 8 de janeiro de 2023, felizmente debelados graças à união da sociedade em defesa da democracia e dos direitos da classe trabalhadora.
Hoje festejamos o avanço da discussão do projeto do fim da escala 6x1 no Congresso Nacional, uma vitória, sim, para os trabalhadores, mas que entendemos ainda precisar de melhorias. É necessário resistir. Não podemos permitir que a extrema-direita volte ao poder, pois ela representa desemprego, fome, morte e a supressão de direitos humanos fundamentais que conquistamos com muita luta ao longo do tempo.
PublicidadeFomos mais de quatro mil ativistas, de 40 países e cinco continentes, que debatemos o avanço da extrema-direita e a resistência ao fascismo no ocidente, propondo uma reorganização política de trabalhadores e movimentos sociais contra a escalada autoritária.
A ideia é que os Comitês Antifascistas sejam espaços de diálogo, organização, debate e mobilização da sociedade na luta para enfrentar a crise econômica, social e moral que vivemos com o ruir do sistema capitalista-imperialista. Entendemos que essa decadência, simbolizada por atitudes esdrúxulas de ‘líderes’ mundiais como Trump e Netanyahu, abre espaço para o crescimento do fascismo, a imposição de políticas neoliberais e o agravamento de conflitos internacionais que fazem recrudescer o genocídio e impõem às nações mais fracas um novo tipo de recolonização.
O fascismo é um projeto de destruição da humanidade, de exploração dos trabalhadores e de opressão sobre mulheres, negros, a população lgbtqiapn+ e outros grupos. Por isso é fundamental que a classe trabalhadora construa um projeto seu para derrotar a extrema direita e o neoliberalismo que a alimenta. Essa é a síntese da proposta dos Comitês Antifascistas que pretendemos espalhar pelo Rio de Janeiro e pelo Brasil nesse momento em que vivemos o perigo extremo de avanço da extrema direita em nosso país, em especial considerando o cenário eleitoral de 2026.
Uma rápida olhada em nosso passado recente corrobora esse raciocínio. A vitória da extrema-direita nas eleições de 2018 fez o Brasil entrar em colapso. Foram mais de 700 mil mortos no país graças ao negacionismo de Jair Bolsonaro, que levou o Brasil ao vergonhoso segundo lugar em mortes pela doença na época da pandemia. Seu desgoverno provocou o retorno de altos índices de miséria e vulnerabilidade social, recordes no desemprego e colocou o país de volta ao Mapa da Fome da FAO/ONU. Como se não bastasse, tivemos que voltar a lutar e a resistir contra a ameaça real de uma nova ditadura militar, com os acontecimentos de 8 de janeiro de 2023, felizmente debelados graças à união da sociedade em defesa da democracia e dos direitos da classe trabalhadora.
Hoje festejamos o avanço da discussão do projeto do fim da escala 6x1 no Congresso Nacional, uma vitória, sim, para os trabalhadores, mas que entendemos ainda precisar de melhorias. É necessário resistir. Não podemos permitir que a extrema-direita volte ao poder, pois ela representa desemprego, fome, morte e a supressão de direitos humanos fundamentais que conquistamos com muita luta ao longo do tempo.
Josemar Carvalho, deputado estadual (PSOL-RJ) e foi vereador de São Gonçalo. Autor da Lei Vini Jr. de combate ao racismo no esporte, é professor de Geografia formado pela UFF e coordenador da Rede Emancipa de educação popular, onde organiza pré-vestibulares gratuitos para população da periferia
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