Meio AmbienteDivulgação
Publicado 05/06/2026 00:00
Oi, gente! No Dia Mundial do Meio Ambiente, o meu convite para cada um de vocês é fazermos uma reflexão bem franca sobre o legado que estamos construindo para os nossos filhos e netos. Durante muito tempo, tentaram nos vender aquela velha história de que o progresso econômico e a preservação da natureza não combinam. Mas a verdade é que essa visão ficou no passado. O grande desafio de quem governa hoje é justamente fazer a roda da economia girar sem destruir o que temos de mais precioso: as nossas riquezas naturais. O crescimento só é verdadeiro se for sustentável, ou seja, se ele se mantiver firme ao longo do tempo, sem esgotar o futuro da nossa gente. E aqui no nosso estado do Rio, essa conversa fica ainda mais séria quando falamos sobre os royalties do petróleo.
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Esse recurso é o dinheiro que a cidade recebe para reparar o desgaste ambiental inevitável que a exploração do petróleo causa. Por isso, gerenciar esse recurso traz uma responsabilidade gigantesca. É nossa obrigação transformar uma riqueza que um dia vai acabar em benefícios reais, permanentes e que respeitem o meio ambiente.
E como é que a gente faz isso na prática? Quando assumi a Prefeitura de Saquarema, nossa cidade começou a receber valores expressivos dessas participações. O meu compromisso foi muito claro desde o primeiro dia: garantir que essa bonança temporária mudasse a vida da população a longo prazo. Olhamos para a nossa vocação natural, o nosso turismo e as nossas praias, e decidimos investir pesado em saneamento básico e infraestrutura verde. Iniciamos o maior programa de saneamento da história da Região dos Lagos.
Essa nossa visão de responsabilidade com o futuro é o que diferencia o imediatismo da boa governança, e grandes exemplos internacionais mostram que esse é o caminho certo para consolidar uma verdadeira economia verde. Veja o caso da Noruega, que é a maior referência do mundo quando o assunto é gerir os recursos do petróleo. Eles pegam essa riqueza e direcionam para financiar a transição para energias limpas e garantir o bem-estar das próximas gerações.
No Alasca, nos Estados Unidos, as cidades também usam fundos permanentes da exploração mineral para diversificar a economia local, impedindo que a população fique refém de uma única fonte de renda. E na Europa, a Escócia vem redirecionando os investimentos do petróleo do Mar do Norte para virar uma potência em energia eólica marinha. São modelos consolidados de poupança socioambiental e tecnológica que mostram que, quando o petróleo acabar, esses lugares continuarão fortes, limpos e independentes.
É exatamente esse o espelho que precisamos para o Rio de Janeiro. O investimento inteligente dos nossos royalties precisa focar na emancipação econômica das nossas regiões. Defender a natureza não é travar o desenvolvimento, mas sim qualificar esse crescimento com inovação tecnológica e novas oportunidades de trabalho. O papel de quem tem espírito público de verdade é antecipar os problemas e desenhar soluções para que as famílias tenham emprego, renda e dignidade, respirando um ar puro e bebendo água limpa.
Ex-prefeita e ex-Secretária de Governança e Sustentabilidade de Saquarema
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