Publicado 10/10/2026 00:00
COLUNA DO RAUL VELLOSO -Segundo destacou em vídeo publicado no YouTube o analista José Kobori, que costuma atuar junto aos mercados financeiros (https://www.youtube.com/watch?v=uBrhRDppQ7Y), tais mercados comemoraram efusivamente a vitória de Flávio Bolsonaro no primeiro turno das eleições presidenciais no Brasil.

Por conta disso, a Bolsa de Valores subiu e bateu seu recorde histórico, ultrapassando a barreira dos 200 mil pontos; o dólar caiu; e a curva de juros futuros também caiu.
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–Mas isso tudo será uma notícia boa, para a economia (pergunta a Kobori) ?
Sua resposta: Depende...
Por que isso aconteceu? E também qual o impacto, conforme a pessoa seja de classe média, alta ou baixa... A euforia que fez com que a bolsa subisse é uma expectativa de que as empresas vão melhorar os seus resultados, ou seja, vão ter mais lucros. E foi isso que fez com que investidores comprassem mais ações do que investidores que estavam vendendo. (Nesse caso, pela lei da oferta e da procura se investidores compram mais, os valores das ações tendem a subir; e eles subiram muito, porque tinha muito mais gente comprando ações do que vendendo; e o dólar caiu, porque foi um movimento também de investidores estrangeiros entrando no Brasil para comprar ações na bolsa brasileira)
Então, investidores estrangeiros entrando, eles têm de vender seu dólar e comprar reais para poder operar na bolsa brasileira, sendo que uma venda de dólares acima de quem está comprando pressiona o dólar para baixo e o real para cima; esse é o movimento que explica tanto do dólar quanto da bolsa de valores; e a curva de juros futuros por que ela caiu? Porque existe também uma expectativa de que vai ter menores pressões inflacionárias, e, com a inflação menor, a taxa de juros pode cair. Cabe traduzir do economês ou da linguagem do mercado financeiro: por que essa expectativa de que as empresas vão melhorar seu lucro, e de que a inflação pode cair, e com isso a taxa de juros também vai cair ... justamente porque o que desencadeou todo esse movimento foi a possibilidade de vitória de Flávio Bolsonaro, e de sua equipe econômica implantar o que ele pensa, projeta ou planeja para a economia.


Isso está bem claro, apesar de a campanha dele agora, por cautela, entre o primeiro e o segundo turno dizer que vai detalhar o plano só depois das eleições, justamente porque, se detalhar agora, vai ter um impacto negativo, porque o detalhe do planejamento econômico do Flávio Bolsonaro ... (continua na próxima coluna).


Raul Velloso é consultor econômico
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