Publicado 13/01/2026 12:04 | Atualizado 13/01/2026 13:22
Paraty - Turistas e moradores denunciam às autoridades com registro policial, de que uma facção criminosa, está atuando e coagindo trabalhadores que vivem do turismo na cidade de Paraty, na costa verde. O grupo teria se intensificado a partir de 2024. Além do tráfico de drogas, inclui o controle de praias, trilhas e estacionamentos e cobrança de taxas, afetando diretamente a rotina da população local e o turismo local.
Um turista que preferiu não se identificar, à nossa reportagem, com medo, disse que nesse final de semana, presenciou a atuação dos criminosos, impondo cobrança de taxas, durante abordagem de um grupo de visitantes que queria explorar as trilhas de Paraty.
Um turista que preferiu não se identificar, à nossa reportagem, com medo, disse que nesse final de semana, presenciou a atuação dos criminosos, impondo cobrança de taxas, durante abordagem de um grupo de visitantes que queria explorar as trilhas de Paraty.
Ainda segundo relatos as áreas de Trindade, Praia do Sono, Calhaus e Pouso da Cajaíba, estão sob influência da facção, com registros de intimidação e imposição de regras informais em áreas de grande circulação de visitantes.
"Os moradores do local enfrentam agora o desafio de tentar conter o avanço do crime organizado em uma das regiões mais preservadas do litoral fluminense. A cidade é mais impactada pela presença do grupo criminoso, que já atua também no centro da cidade". Ainda de acordo com moradores nos últimos dois meses de 2025 houve trocas de tiros entre a polícia e os criminosos.
Na praia do Sono, um dos destinos mais procurados por turistas na alta temporada, há relatos de cobrança de taxas a barqueiros responsáveis pelo transporte local. Com medo de represálias, em dezembro, moradores organizaram uma manifestação contra a exigência dos pagamentos, sem identificar de onde partia a cobrança. A atitude provocou uma reação direta da facção.
No mesmo mês, um fórum de discussões de moradores em uma rede social, foi aberto para solucionar o problema e evitar prejuízo à comunidade caiçara. A discussão foi fechada, após um perfil anônimo que se apresentou como integrante do Comando Vermelho, defender a cobrança. O texto afirmava que a medida não tinha caráter de extorsão, mas buscava “criar uma reserva” para ajudar barqueiros em situações de emergência, como falta de combustível ou problemas mecânicos. Terminando em tom ameaçador: “Não vamos admitir que línguas de trapo tentem desestabilizar o que foi construído com respeito. Quem tem proceder sabe quem é quem, quem não tem a vida ensina a ter postura. Estamos de olho em tudo.”
Na praia do Sono, um dos destinos mais procurados por turistas na alta temporada, há relatos de cobrança de taxas a barqueiros responsáveis pelo transporte local. Com medo de represálias, em dezembro, moradores organizaram uma manifestação contra a exigência dos pagamentos, sem identificar de onde partia a cobrança. A atitude provocou uma reação direta da facção.
No mesmo mês, um fórum de discussões de moradores em uma rede social, foi aberto para solucionar o problema e evitar prejuízo à comunidade caiçara. A discussão foi fechada, após um perfil anônimo que se apresentou como integrante do Comando Vermelho, defender a cobrança. O texto afirmava que a medida não tinha caráter de extorsão, mas buscava “criar uma reserva” para ajudar barqueiros em situações de emergência, como falta de combustível ou problemas mecânicos. Terminando em tom ameaçador: “Não vamos admitir que línguas de trapo tentem desestabilizar o que foi construído com respeito. Quem tem proceder sabe quem é quem, quem não tem a vida ensina a ter postura. Estamos de olho em tudo.”
Segundo fontes ligadas ao turismo, as ameaças e cobranças irregulares foram encaminhadas ao governo e às autoridades para que tomem providências, antes que algo de ruim aconteça com trabalhadores que vivem do setor e maior potencial da cidade que é o Turismo.
Leia mais
Comentários
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.