Publicado 14/11/2025 21:12
Petrópolis - Uma jaguatirica (Leopardus pardalis) foi avistada por guarda-parques do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) durante uma ronda no Monumento Natural Estadual da Serra da Maria Comprida, em Petrópolis. O flagrante ocorreu esta semana em uma das estradas de terra da unidade de conservação, que protege áreas de Mata Atlântica nos distritos de Secretário, Araras, Vale das Videiras e Itaipava.
Segundo a equipe, o animal, aparentemente jovem e saudável, caminhava tranquilamente quando percebeu a presença dos agentes. Após alguns instantes de alerta, retornou espontaneamente para a mata.
O secretário estadual do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi, destacou que o registro é um importante indicativo da preservação da Mata Atlântica na região.
PublicidadeSegundo a equipe, o animal, aparentemente jovem e saudável, caminhava tranquilamente quando percebeu a presença dos agentes. Após alguns instantes de alerta, retornou espontaneamente para a mata.
O secretário estadual do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi, destacou que o registro é um importante indicativo da preservação da Mata Atlântica na região.
“A presença deste animal é um indicativo de qualidade ambiental e reforça que estamos no caminho certo quando o assunto é preservação da Mata Atlântica, que é um dos biomas mais ricos do mundo”, afirmou.
A bióloga do Monumento Natural, Valeska Ribeiro, explica que a jaguatirica é um mesopredador fundamental para o equilíbrio ecológico, por atuar no controle de populações de pequenos e médios vertebrados.
A bióloga do Monumento Natural, Valeska Ribeiro, explica que a jaguatirica é um mesopredador fundamental para o equilíbrio ecológico, por atuar no controle de populações de pequenos e médios vertebrados.
“A presença demonstra que a unidade mantém habitat florestal conservado, com disponibilidade adequada de presas e baixa pressão antrópica, elementos fundamentais para a manutenção de felinos neotropicais”, ressaltou.
Ela também destaca que a existência da espécie na área reforça o papel da UC na conectividade da paisagem, especialmente em uma Mata Atlântica fragmentada, onde animais com maior exigência ecológica precisam de corredores naturais para sobreviver.
O registro aponta ainda outros fatores positivos: a integridade do ecossistema, o papel da unidade como refúgio para fauna sensível e a importância contínua da conservação e manejo para manter populações de médio porte e seus processos ecológicos.
A bióloga lembra que a jaguatirica costuma evitar o contato humano. Em encontros ocasionais, como o ocorrido com os guarda-parques, o comportamento típico é de cautela: observar rapidamente, avaliar o risco e se afastar.
Ela também destaca que a existência da espécie na área reforça o papel da UC na conectividade da paisagem, especialmente em uma Mata Atlântica fragmentada, onde animais com maior exigência ecológica precisam de corredores naturais para sobreviver.
O registro aponta ainda outros fatores positivos: a integridade do ecossistema, o papel da unidade como refúgio para fauna sensível e a importância contínua da conservação e manejo para manter populações de médio porte e seus processos ecológicos.
A bióloga lembra que a jaguatirica costuma evitar o contato humano. Em encontros ocasionais, como o ocorrido com os guarda-parques, o comportamento típico é de cautela: observar rapidamente, avaliar o risco e se afastar.
Em casos de avistamento, a orientação é manter distância e silêncio. “A jaguatirica não costuma atacar pessoas e, ao perceber que não há ameaça, tende a se afastar sozinha. O ideal é não correr, não fazer movimentos bruscos, não tentar se aproximar, filmar ou seguir o animal. Basta recuar devagar, mantendo o animal sempre no campo de visão, e permitir que ele escolha a rota de fuga”, orientou Valeska.
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