Publicado 12/12/2025 16:13 | Atualizado 12/12/2025 16:24
Petrópolis - O período mais chuvoso da cidade está próximo e, com ele, vem a preocupação com a possibilidade com deslizamentos. Ocorrências desse tipo podem exigir buscas por sobreviventes ou vítimas fatais. Para isso, a Prefeitura, por meio da Guarda Civil Municipal (GCM), está se preparando para o atender à população. Um dos animais do Grupamento de Operações com Cães está sendo treinado para fazer detecção em escombros, um trabalho fundamental para tentar salvar vidas, além de reduzir o tempo até a localização de soterrados e o sofrimento de quem aguarda notícias sobre um desaparecido.
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"Todo trabalho que nós estamos fazendo nos últimos meses é para deixar a cidade pronta para enfrentar o período mais crítico de chuva. Temos tomado diversas medidas preventivas, ao mesmo tempo, em que estamos preparando as equipes que podem ser acionadas para atender a população. É o caso da Guarda Civil e do Canil, que tem um trabalho de excelência e muito importante para encontrar vítimas e diminuir a angústia das famílias que estão buscando seus parentes", ressalta o prefeito Hingo Hammes.
Taurus
O cão em treinamento é o pastor belga-mallinois Taurus, que tem menos de um ano idade. Ele chegou ao canil da Guarda há nove meses e já entrou em treinamento diretamente para o serviço de detecção em escombros. Algumas características da raça favoreceram para a escolha do trabalho.
"Além da força, ele não tem medo, então ele enfrenta qualquer tipo de área, seja mata, areia, pedra, barro, e isso para gente é muito interessante porque a gente encontra muitos desses cenários na nossa cidade", disse o agente Luiz Fernando Seabra, um dos nove agentes que atuam no canil.
O treinamento feito com o Taurus usa placenta doada pela Universidade de Vassouras como fonte de odor. Esse material é apresentado todos os dias ao cão, em vários cenários e condições: enterrados em diferentes profundidades, com dias de diferença de decomposição, em locais acidentados, sob calor ou chuva, com luz natural ou não. "A gente tem treinado com ele constantemente dentro dessa dinâmica. Esse treinamento vem sendo bastante proveitoso", apontou Seabra.
A escolha pela placenta tem razão científica. "O uso desse material é pioneiro no Brasil. A gente verificou, junto com a Universidade de Vassouras, que toda vez que a gente utiliza a placenta como marcador, como fonte de odor, o cão não marca nenhum outro tipo de tecido. Se tiver outro animal morto na cena, ele vai ignorar o animal e vai direto na pessoa", explicou o agente Vinicius Silva, que também faz parte do Grupamento de Operações com Cães. 
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