Publicado 18/05/2026 11:58
Petrópolis - Nesta segunda-feira (18), rodoviários da Turp Transporte iniciaram uma nova paralisação no transporte público em Petrópolis. Os colaboradores já estavam em estado de greve, anunciado pelo sindicato da categoria, mas a paralisação era prevista para terça-feira.
PublicidadeOs rodoviários cobram valores a receber e benefícios em dia. Em menos de um mês, é a segunda paralisação, já que entre os dias 22 e 27 de abril uma mobilização do mesmo tipo havia ocorrido.
Versão da empresa
Segundo a Turp, a paralisação é ilegal e irregular e indica que tem como objetivo "causar desordem, gerando prejuízos graves para a mobilidade e o deslocamento da população”.
A empresa convocou os trabalhadores a retomarem os postos de trabalho e destacou que pode tomar sanções legais em caso de não cumprimento da ordem. Além disso, disse estar honrado os pagamentos e negociações, respeitando os prazos estabelecidos legalmente.
Sindicato manifesta surpresa
O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Petrópolis, em nota, lembrou que um acordo foi estabelecido, no qual, diante de qualquer atraso, seria realizada a divulgação prévia de estado de greve e a data da eventual paralisação, como foi feito com a comunicação no último sábado informando a possível manifestação na terça-feira por conta do atraso no vale alimentação.
O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Petrópolis, em nota, lembrou que um acordo foi estabelecido, no qual, diante de qualquer atraso, seria realizada a divulgação prévia de estado de greve e a data da eventual paralisação, como foi feito com a comunicação no último sábado informando a possível manifestação na terça-feira por conta do atraso no vale alimentação.
A entidade se disse surpreendida com a paralisação antecipada e enviou representantes ao local da mobilização para compreender as motivações e manter o ato dentro da legalidade.
CPTrans considera ato desproporcional
Em nota, a Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans) expressou preocupação com o caráter do movimento, que "não apresentou lideranças formais, dificultando o diálogo". Além disso, disse haver relatos de coação e ameaças a funcionários que desejavam trabalhar.
À companhia, a Turp disse que salários, parcelamentos do FGTS e adiantamentos estão pagos, havendo apenas um dia de atraso no vale-alimentação.
A CPTrans finalizou a nota dizendo que considera a paralisação desproporcional.
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