Publicado 15/06/2026 14:27
Petrópolis - Dezoito anos após a promulgação da legislação que transformou o comportamento do trânsito brasileiro, Petrópolis mantém um dos índices de alcoolemia mais preocupantes do estado: em 2025, 16,47% dos motoristas abordados pela Operação Lei Seca na cidade apresentaram flagrante de consumo de álcool e a taxa subiu para 16,85% nos quatro primeiros meses de 2026. Para efeito de comparação, em todo o estado do Rio de Janeiro, o percentual pós-pandemia teve um pico de 10,10% entre 2022 e abril deste ano.
Publicidade"A Lei Seca valeu a pena porque já salvou mais de 60 mil vidas, mudou hábitos e deixou claro que beber e dirigir não é um direito individual, é uma ameaça coletiva. Mas os números recentes mostram que não podemos achar que essa mudança está garantida para sempre. Depois da pandemia, parte da população voltou a misturar direção e álcool. Por isso, precisamos renovar a conscientização, reforçar a fiscalização e lembrar todos os dias que a Lei Seca existe para proteger vidas", afirma o deputado federal Hugo Leal (PSD-RJ), autor da Lei Seca.
Os dados da Operação Lei Seca em Petrópolis revelam um cenário que exige atenção. Em 2025, foram realizadas 15 ações no município, com 1.591 motoristas abordados e 683 infrações registradas, das quais 262 por alcoolemia. Em 2026, nos primeiros quatro meses, o ritmo segue preocupante: em apenas 4 operações, com 279 abordagens, já foram detectados 47 casos de motoristas que ingeriram álcool antes de dirigir, com o índice de flagrantes subindo para 16,85%.
O cenário das ruas confirma o que os números da fiscalização indicam. Segundo dados do Hospital Santa Teresa (HST), principal referência de trauma da Região Serrana, Petrópolis registrou 1.434 vítimas de acidentes de trânsito atendidas em 2025, o maior número em anos recentes, com dezembro se tornando o mês mais crítico, com 151 ocorrências. O quadro é tão grave que, até outubro de 2025, o número de vítimas já havia superado o total de todo o ano de 2024, que foi de 1.352. Entre as vítimas, motociclistas representam a maioria dos casos.
Promulgada em junho de 2008, a Lei Seca instaurou a tolerância zero para o consumo de álcool ao volante e, desde então, já contabilizou mais de 3,2 milhões de infrações registradas em todo o país, segundo a Secretaria Nacional de Trânsito. No estado do Rio de Janeiro, quase 5 milhões de motoristas foram abordados em 17 anos de fiscalização, com redução de mais de 21% na taxa de mortes no trânsito e queda de 38,6% no número de feridos em acidentes.
Os dados da Operação Lei Seca em Petrópolis revelam um cenário que exige atenção. Em 2025, foram realizadas 15 ações no município, com 1.591 motoristas abordados e 683 infrações registradas, das quais 262 por alcoolemia. Em 2026, nos primeiros quatro meses, o ritmo segue preocupante: em apenas 4 operações, com 279 abordagens, já foram detectados 47 casos de motoristas que ingeriram álcool antes de dirigir, com o índice de flagrantes subindo para 16,85%.
O cenário das ruas confirma o que os números da fiscalização indicam. Segundo dados do Hospital Santa Teresa (HST), principal referência de trauma da Região Serrana, Petrópolis registrou 1.434 vítimas de acidentes de trânsito atendidas em 2025, o maior número em anos recentes, com dezembro se tornando o mês mais crítico, com 151 ocorrências. O quadro é tão grave que, até outubro de 2025, o número de vítimas já havia superado o total de todo o ano de 2024, que foi de 1.352. Entre as vítimas, motociclistas representam a maioria dos casos.
Promulgada em junho de 2008, a Lei Seca instaurou a tolerância zero para o consumo de álcool ao volante e, desde então, já contabilizou mais de 3,2 milhões de infrações registradas em todo o país, segundo a Secretaria Nacional de Trânsito. No estado do Rio de Janeiro, quase 5 milhões de motoristas foram abordados em 17 anos de fiscalização, com redução de mais de 21% na taxa de mortes no trânsito e queda de 38,6% no número de feridos em acidentes.
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