Publicado 19/12/2024 10:00 | Atualizado 19/12/2024 10:05
Rio das Ostras - Rio das Ostras vive momentos críticos enquanto se aproxima o fim do mandato do prefeito Marcelino da Farmácia. Com uma dívida de quase R$ 1 milhão junto à Rio Mais Saneamento, responsável pelo fornecimento de água e esgoto, o município enfrenta a iminência de um colapso em serviços básicos. Prédios públicos essenciais, como hospitais, escolas, postos de saúde e a UPA, podem ter o abastecimento suspenso a qualquer momento, deixando a população e os servidores públicos em situação de extrema vulnerabilidade.
PublicidadeA crise financeira que assola a cidade reflete a desorganização de uma administração marcada por escolhas equivocadas e má gestão. Apesar de ter gerido uma receita recorde de R$ 7 bilhões nos últimos seis anos, Marcelino da Farmácia encerra sua gestão com a folha de pagamento excedendo o limite legal da Lei de Responsabilidade Fiscal, atingindo 54,97% da receita corrente líquida ajustada. Além disso, contratos essenciais foram deixados expirar, agravando a situação de caos administrativo.
Uma cidade sem água e sem festas - O impacto da gestão desastrosa é sentido em diferentes frentes. Além da ameaça ao fornecimento de água, a população também foi surpreendida pelo cancelamento da tradicional queima de fogos de Réveillon, evento que atrai milhares de turistas e movimenta a economia local. Alegando dificuldades relacionadas à Nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021), a prefeitura não conseguiu garantir a festividade, o que gerou grande insatisfação entre moradores e comerciantes.
Ação da equipe de transição - Diante do cenário alarmante, a equipe de transição do prefeito eleito, Carlos Augusto Carvalho Balthazar, já começou a agir. Sob a orientação do novo gestor, notificações foram enviadas ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas do Estado e a outros órgãos de controle. Caso necessário, medidas judiciais serão adotadas para assegurar que serviços básicos, como o fornecimento de água, sejam mantidos.
Carlos Augusto também promete reorganizar a administração municipal, priorizando o equilíbrio fiscal e a retomada de contratos essenciais. "Nosso compromisso é colocar a casa em ordem e devolver a dignidade a Rio das Ostras. A população não pode continuar pagando o preço pela incompetência da gestão atual", afirmou o prefeito eleito em nota.
Indignação popular - Moradores e lideranças locais estão indignados com a situação. Muitos questionam como uma cidade com uma receita tão expressiva chegou a esse estado de desordem. "Deixar hospitais e escolas sem água é uma vergonha. Isso mostra o descaso total com o bem-estar da população", desabafou um comerciante local.
A crise afeta diretamente a imagem do município, que, historicamente, atrai milhares de turistas na alta temporada de verão. Agora, além da ausência do Réveillon, a ameaça de interrupção de serviços essenciais coloca em xeque a capacidade de Rio das Ostras de atender visitantes e moradores em um período crucial para a economia local.
Um legado de caos - O fim da gestão Marcelino da Farmácia será lembrado como um dos períodos mais conturbados da história recente de Rio das Ostras. Dívidas, serviços básicos comprometidos e eventos cancelados compõem o saldo negativo de uma administração marcada pela falta de planejamento e responsabilidade fiscal.

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