Publicado 13/08/2025 13:05
Rio das Ostras - A Secretaria Municipal de Saúde de Rio das Ostras promoveu, na última terça-feira (12), uma capacitação voltada para profissionais da rede de saúde, com foco no atendimento humanizado e inclusivo à população LGBTQIAPN+. A formação foi ministrada por técnicos do Centro de Cidadania LGBTI+ da Baixada Litorânea, vinculado ao Programa Rio Sem LGBTIfobia, do Governo do Estado, e contou com psicólogo, assistente social e advogado.
PublicidadeProfissionais da Atenção Primária e Especializada, servidores de outras secretarias, representantes de instituições da sociedade civil, grupos de diversidade e universidades participaram do curso, que abordou desde o histórico de lutas da população LGBTQIAPN+ até diretrizes legais e políticas públicas de saúde.
A subsecretária de Atenção Primária, Rosimeri Azevedo, destacou a relevância do tema. “Nosso papel é cuidar das pessoas com dignidade, respeito, carinho, priorizando o que elas mais necessitam, que é o cuidado à saúde”, afirmou. Deiva Motta, subsecretária de Atenção Especializada, reforçou o caráter humano da capacitação. “Acredito que neste dia vamos muito além de uma questão técnica, e sim uma aplicação clara, franca, leve e humana das políticas públicas dentro da saúde.”
O coordenador do Centro de Cidadania LGBTI+, Théo Silveira, ressaltou que grande parte das demandas da população, principalmente transexual, está ligada à saúde mental. Durante a capacitação, os técnicos explicaram conceitos como identidade de gênero, orientação sexual, papel de gênero e sexo biológico, além de destacar a Política Nacional de Saúde Integral da população LGBTI e a importância da integração dessa política ao Plano Municipal de Saúde.
A importância do registro correto de informações também foi abordada. Andrea Viana, do Núcleo de Atenção e Vigilância das Violências (NAVI), explicou que registrar orientação sexual, identidade de gênero e motivação da violência no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAM) permite identificar públicos vulneráveis e direcionar políticas públicas. “Por isso a necessidade de consciência, entendimento e capacitação. É através do registro que conseguimos analisar e entender o mapa da violência”, disse.
A mesa de abertura contou com as subsecretárias Rosimeri Azevedo e Deiva Motta, a diretora de Programas de Saúde, Michella Câmara, e Andrea Viana, do NAVI. Pelo Centro de Cidadania da Baixada Litorânea, participaram Théo Silveira, o advogado Wilysson Barboza, Fernanda Machado, Alessandra Freitas dos Santos e o psicólogo Igor Portela.
A iniciativa visa gerar impacto positivo no atendimento da rede municipal, beneficiando diretamente a população LGBTQIAPN+ e reforçando o compromisso da gestão com a inclusão e o respeito à diversidade.
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