Publicado 11/02/2026 10:56
Rio das Ostras - O aumento da circulação de pessoas no Carnaval acende um alerta para um problema silencioso: o desaparecimento de crianças e adolescentes em meio a grandes multidões. Em Rio das Ostras, a mobilização para enfrentar esse risco já começou. O Governo do Estado do Rio, por meio da Fundação para a Infância e Adolescência, em parceria com o município, colocou em prática o programa SOS Folia, com ações preventivas ao longo de todo o período carnavalesco.
PublicidadeA iniciativa aposta em informação, orientação e medidas simples que podem evitar situações de desespero. Entre as principais estratégias está a distribuição gratuita de pulseiras de identificação, que permitem registrar nome e telefone do responsável, facilitando o reencontro em caso de desencontro.
De acordo com a Fundação, o número de ocorrências tende a crescer nesta época do ano, especialmente em praias, rodoviárias, transporte público e áreas de shows, onde a concentração de público é maior. Por isso, equipes estarão posicionadas em pontos estratégicos da cidade para orientar pais e responsáveis.
A coordenadora do Núcleo de Atendimento à Criança e ao Adolescente em Rio das Ostras, Jane Domingos, explica que o foco é fortalecer a cultura da prevenção. Segundo ela, ações educativas em locais de grande circulação ajudam a reduzir riscos e ampliam a proteção de crianças e adolescentes em períodos de intenso fluxo turístico.
Além do NACA, a mobilização conta com apoio de equipes do Programa Trabalho Protegido na Adolescência e do Prepara o Futuro, que já atuam no município. A cidade é uma das que mais recebem visitantes no Carnaval no estado, o que exige atenção redobrada das autoridades e das famílias.
Para Jane, a pulseira é uma ferramenta simples, mas eficaz. Ela reforça que atitudes básicas, como manter a criança sempre por perto e combinar pontos de encontro, fazem toda a diferença. A proposta é garantir que a folia seja marcada por alegria e não por sustos.
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