Equipes intensificam vistorias e orientam moradores para eliminar focos do mosquito nas casasFoto: Divulgação
Publicado 14/04/2026 14:14
Rio das Ostras - Rio das Ostras mantém os números das arboviroses sob controle com uma estratégia baseada em prevenção, monitoramento e participação da população. O município não registra surtos de doenças como dengue, zika e chikungunya, cenário que reflete o trabalho contínuo das equipes de Vigilância em Saúde.
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As ações incluem visitas regulares a residências e comércios, com foco na eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti e na orientação direta aos moradores. A proposta é simples, mas eficaz: evitar água parada e adotar cuidados semanais para interromper o ciclo de vida do vetor.
Outro diferencial adotado pela cidade é o uso de ovitrampas, armadilhas que permitem identificar a presença do mosquito antes do aumento dos casos. O sistema ajuda a mapear áreas de risco e direcionar as equipes com mais precisão, o que fortalece o controle e evita a disseminação das doenças.
Dados da Secretaria de Saúde indicam que, desde janeiro, foram registrados 211 casos suspeitos de dengue, com 23 confirmações e 121 descartados. Os demais seguem em análise. Não há registros de zika ou chikungunya, e apenas uma suspeita de febre oropouche foi notificada neste ano.
A coordenadora da Vigilância em Saúde, Nirvana Braga, reforça que a colaboração da população é decisiva. Segundo ela, dedicar poucos minutos por semana para eliminar possíveis focos já faz diferença no combate ao mosquito.
O uso do fumacê, por sua vez, não é recomendado neste momento. De acordo com orientações do Ministério da Saúde, a aplicação só ocorre em casos de surto, já que o método atinge apenas o mosquito adulto e pode causar impactos ao meio ambiente.
O cenário atual mostra que ações simples, aliadas a planejamento e tecnologia, conseguem proteger a população e manter a cidade longe de epidemias.
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