Publicado 07/10/2026 14:46
Pequenas armadilhas espalhadas por Rio das Ostras ajudam a revelar onde o Aedes aegypti encontra melhores condições para se reproduzir. A estratégia adotada pela Vigilância em Saúde usa as chamadas ovitrampas para monitorar a presença do mosquito e orientar as ações de combate às arboviroses, como dengue, zika e chikungunya.
PublicidadeO município utiliza o método desde o início do ano passado e está entre os pioneiros no Estado do Rio de Janeiro na adoção da metodologia. A partir dos ovos encontrados nas armadilhas, os técnicos conseguem identificar os pontos com maior atividade do vetor e estabelecer prioridades para o trabalho dos Agentes de Combate às Endemias (ACEs).
O resultado desse monitoramento ajuda a formar um mapa de risco da cidade. Nele, as chamadas áreas quentes indicam locais com maior presença ou atividade de reprodução do Aedes aegypti.
Ovitrampa revela onde mosquito está mais ativo
A armadilha tem estrutura simples: um recipiente escuro com água, uma palheta de madeira, onde a fêmea deposita os ovos, e um atrativo específico desenvolvido para chamar o mosquito. O produto não oferece risco a pessoas ou animais e serve exclusivamente para o monitoramento.
A armadilha tem estrutura simples: um recipiente escuro com água, uma palheta de madeira, onde a fêmea deposita os ovos, e um atrativo específico desenvolvido para chamar o mosquito. O produto não oferece risco a pessoas ou animais e serve exclusivamente para o monitoramento.
O trabalho segue um ciclo bimestral, com duração de três semanas. Na primeira, as ovitrampas são instaladas em pontos estratégicos. Na segunda, um agente da Vigilância em Saúde retorna aos locais e substitui a palheta que recebeu os ovos. Na terceira, a palheta final e a armadilha são recolhidas.
Depois da coleta, o material segue para o laboratório. A equipe analisa as palhetas e contabiliza os ovos encontrados. Esses dados alimentam os mapas estratégicos usados no planejamento das ações e na tomada de decisões para o combate ao mosquito.
Dados definem prioridades para equipes de campo
O monitoramento permite quantificar os ovos coletados semanalmente, estimar a densidade populacional do vetor e identificar áreas com maior atividade de reprodução.
O monitoramento permite quantificar os ovos coletados semanalmente, estimar a densidade populacional do vetor e identificar áreas com maior atividade de reprodução.
Com essas informações, a Vigilância em Saúde consegue direcionar as equipes para os pontos que exigem maior atenção. A definição das zonas quentes, portanto, não significa que uma rua ou bairro tenha necessariamente mais pessoas doentes.
O indicador aponta, principalmente, maior presença ou atividade de reprodução do Aedes aegypti, medida pela quantidade de ovos encontrados nas armadilhas. Assim, o mapa de risco se torna uma ferramenta para definir onde as ações de campo devem ser prioridade e ampliar a eficiência do combate ao vetor.
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