Publicado 04/11/2020 16:59 | Atualizado 04/11/2020 17:13
Brasília - A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber homologou, nesta terça-feira, a delação premiada de Eike Batista com a Procuradoria-Geral da República (PGR). O empresário irá devolver aos cofres públicos o valor de R$ 800 milhões pelos crimes confessados, que será pago em parcelas pelos próximos anos.
Nos 18 anexos com os relatos de Batista, ele confessa que repassou propina a parlamentares federais, além de outros crimes. Parte das acusações vai ser enviada a Lava Jato do Rio. Esta é a segunda maior delação premiada fechada pela PGR. A primeira foi do fundador da marca Hypermarcas, João Alves de Queiroz Filho, de R$ 1 bilhão.
Segundo o acordo, Eike irá permanecer no regime fechado por um ano. Depois, a pena progredirá para o fechado domiciliar por um ano. Após o fim do período, o empresário ficará dois anos no regime semiaberto.
Eike Batista é investigado pela Lava-Jato do Rio e foi preso outras duas vezes, por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro. Na última vez em que foi preso, em agosto de 2019, o empresário foi solto pelo Tribunal Regional Federal da 2ª região. Em 2018, Batista foi condenado pelo juiz Marcelo Bretas por ter pago US$ 16,5 milhões em propina ao grupo do ex-governador Sérgio Cabral.
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