Publicado 28/01/2021 11:38
Rio - Policiais da Delegacia de Defraudações (DDEF), com apoio de unidades especializadas e do Procon, fiscalizaram 15 lojas em Campo Grande, Guaratiba, Duque de Caxias e Nova Iguaçu, nesta quinta-feira (28), durante a 'Operação Conversão'. Desses, dez ficaram interditados pelos fiscais do Procon-RJ e os responsáveis foram encaminhadas para a delegacia. Nove deles não tinham CRI (certificado de registro de instalador), documento emitido pelo Inmetro que autoriza a instalação do gás natural veicular.
A operação tinha o objetivo de desarticular uma quadrilha que faz instalação irregular de equipamentos de gás natural veicular (GNV). O bando utiliza documentação falsa e empresas em nome de "laranjas" para realizar o serviço e atua em diversos estados. Pelo menos seis pessoas foram presas em flagrante.
A equipe de fiscais do Procon-RJ que vistoriou estabelecimentos em Nova Iguaçu interditou o Dr. Car GNV, a Dutra Gás e a Autorizada. A primeira não possuía certificados e documentos exigidos para o funcionamento do local, bem como aprovação dos Bombeiros, extintores e notas fiscais, e teve cilindro apreendido com indício de irregularidade. Já a segunda, também não possuía CRI, certificado dos Bombeiros, documentação relativa à comprovação de origem e conformidade dos cilindros e, ainda, havia sala no local específica para repintura de cilindros com latas de tintas amarelas e utensílios para pintura. A terceira não possuía CRI e as notas de cilindros estavam emitidas em CNPJ distinto.
Em Campo Grande, quatro estabelecimentos ficaram interditados pelos fiscais do Procon-RJ. A Pioneiro, que não possuía CRI, alvará, certificado dos Bombeiros e CNPJ; a Max GNV, que além de ausência de documentação teve dois redutores apreendidos; a Di Gás sem CRI e a Evolução Gás que não possuía CRI nem Alvará de funcionamento. A loja Pais e Filhos GNV, tinha cilindros sem especificação, comprovação de origem ou conformidade, que foram encaminhados para perícia.
Em Guaratiba, houve duas interdições. A Brow Z GNV não apresentou nenhuma documentação nem autorização e certificado de registro de instalador, aprovação dos Bombeiros, bem como extintores. A Speed GNV não possuía CRI, aprovação dos Bombeiros, extintores e documentos exigidos para funcionamento, além de não exibir preços em produtos ao consumidor.
A loja Cristiano Romer em Duque de Caxias ficou interditada e teve cilindro apreendido para análise pericial. Os outros dois locais fiscalizados no município, Inove Gás e Evolução Gás, não apresentaram irregularidades.
A equipe de fiscais do Procon-RJ que vistoriou estabelecimentos em Nova Iguaçu interditou o Dr. Car GNV, a Dutra Gás e a Autorizada. A primeira não possuía certificados e documentos exigidos para o funcionamento do local, bem como aprovação dos Bombeiros, extintores e notas fiscais, e teve cilindro apreendido com indício de irregularidade. Já a segunda, também não possuía CRI, certificado dos Bombeiros, documentação relativa à comprovação de origem e conformidade dos cilindros e, ainda, havia sala no local específica para repintura de cilindros com latas de tintas amarelas e utensílios para pintura. A terceira não possuía CRI e as notas de cilindros estavam emitidas em CNPJ distinto.
Em Campo Grande, quatro estabelecimentos ficaram interditados pelos fiscais do Procon-RJ. A Pioneiro, que não possuía CRI, alvará, certificado dos Bombeiros e CNPJ; a Max GNV, que além de ausência de documentação teve dois redutores apreendidos; a Di Gás sem CRI e a Evolução Gás que não possuía CRI nem Alvará de funcionamento. A loja Pais e Filhos GNV, tinha cilindros sem especificação, comprovação de origem ou conformidade, que foram encaminhados para perícia.
Em Guaratiba, houve duas interdições. A Brow Z GNV não apresentou nenhuma documentação nem autorização e certificado de registro de instalador, aprovação dos Bombeiros, bem como extintores. A Speed GNV não possuía CRI, aprovação dos Bombeiros, extintores e documentos exigidos para funcionamento, além de não exibir preços em produtos ao consumidor.
A loja Cristiano Romer em Duque de Caxias ficou interditada e teve cilindro apreendido para análise pericial. Os outros dois locais fiscalizados no município, Inove Gás e Evolução Gás, não apresentaram irregularidades.
Descoberta do esquema
Ao todo foram quatro meses de investigação. Os policiais descobriram que os equipamentos de gás eram instalados de forma irregular e não apresentavam itens de segurança, expondo os consumidores a risco. Há relatos de que automóveis explodiram devido ao vazamento e má instalação dos aparelhos.
As investigações também apontam que muitas dessas empresas são controladas por milicianos. Esse grupo, ainda segundo a polícia, ameaçava os responsáveis pela fiscalização. Além disso, proprietários dessas empresas "laranjas" recebiam percentuais pelas vendas sem declarar impostos.
As investigações também apontam que muitas dessas empresas são controladas por milicianos. Esse grupo, ainda segundo a polícia, ameaçava os responsáveis pela fiscalização. Além disso, proprietários dessas empresas "laranjas" recebiam percentuais pelas vendas sem declarar impostos.
O presidente do Procon, Cássio Coelho, advertiu: "O consumidor deve se atentar ao contratar a instalação do kit gás em seu veículo. Consultar se a empresa é credenciada pelo Inmetro para realizar a instalação. Escolher um instalador registrado que possua CRI ativo e sempre solicitar a nota fiscal do serviço e dos componentes do GNV. Se possível, preferir cilindros novos, pois assim o comprador terá certeza que o equipamento foi aprovado em testes e não apresentam riscos de terem sofrido sinistros".
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