Sérgio Cabral é condenado a 425 anos de prisãoValter Campanato Arquivo/Agência Brasil
Publicado 31/05/2022 21:11
Rio - O ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, foi condenado pelo recebimento de R$ 78,9 milhões em propina da Odebrecht na reforma do Maracanã para a Copa de 2014, na construção do Arco Metropolitano e da implantação da linha 4 do metrô. A decisão, do juiz federal Marcelo Bretas, foi obtida pelo G1 nesta terça-feira. Com isso, foram acrescidos 17 anos, 7 meses e 9 dias de prisão, pelo crime de corrupção passiva. Ao todo, Cabral terá que cumprir 425 anos e 20 dias de prisão.
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o ex-governador recebeu propina de 5% dos valores dos contratos da Construtora Oriente de 2010 até 2014.
"Negativas são as consequências dos crimes de corrupção pelos quais Sérgio Cabral é condenado, pois, além do prejuízo monetário causado aos cofres do Estado do Rio de Janeiro e da União, porque se tratou de obras envolvendo o Programa de Aceleração de Crescimento do Governo Federal, o condenado frustrou os interesses da sociedade em prol dos interesses econômicos de empresários", escreveu o juiz federal Marcelo Bretas na sentença.
Ao todo, são 23 condenações e mais 11 ações em que responde como réu, totalizando 34 processos penais referentes à Operação Lava-Jato. As condenações são por oito diferentes crimes: organização criminosa, lavagem de dinheiro, crimes contra o sistema financeiro, corrupção passiva, corrupção ativa, evasão de divisas, fraude em licitação e formação de cartel.
Um dos 11 processos ainda em tramitação é o em que Cabral é acusado de suposto recebimento de propina do ex-chefe da Casa Civil Régis Fichtner, entre 2007 e 2014. Ele ainda responde a outro processo por supostamente aceitar propina de R$ 6 milhões do ex-presidente da Fecomércio Orlando Diniz.

Cabral também é acusado de ter aceitado promessa de recebimento de R$ 1 milhão de César Rubens, então secretário da Seap, e do ex-subsecretário Marcos Lips.

Outra acusação é a de ter formado uma organização criminosa para evasão de divisas e lavagem de dinheiro com o doleiro Dario Masser.

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