Publicado 08/06/2022 16:01
Rio - O Ministério Público Federal (MPF) denunciou 19 pessoas suspeitas de tráfico internacional de drogas e associação ao tráfico internacional de drogas. Eles são acusados de integrar uma organização criminosa especializada no crime.
A ação é resultado da "Operação Brutium", que durou mais de dois anos, e contou com infiltração policial, ações controladas e interceptações telefônicas, com quase duas toneladas de cocaína apreendidas.
As investigações começaram após a Delegacia de Repressão a Drogas da Polícia Federal (PF) receber uma denúncia de que traficantes de drogas pretendiam utilizar o Porto do Rio de Janeiro para o transporte de grande quantidade de cloridrato de cocaína para a Europa. Segundo o MPF, a ideia teria surgido depois do aumento na fiscalização no Porto de Santos, em São Paulo, local que, até então, era o principal ponto de atuação da organização criminosa.
Para isso, os criminosos a estavam recrutando funcionários do Porto do Rio de Janeiro, bem como aliciando despachantes que tivessem "contatos" para a retirada de contêineres de área primária, visando a introdução das drogas nos contêineres fora das dependências portuárias. A ação se daria por uma prática criminosa conhecida como "rip on, rip off", que consiste na utilização de contêineres prontos para o embarque em navios de carga, pertencentes a empresas confiáveis.
A denúncia foi oferecida pelo procurador da República Paulo Henrique Ferreira Brito, após investigação conjunta do MPF com a Polícia Federal, em parceria com as polícias de outros países - como o Drug Enforcement Administration (DEA-EUA), que efetuaram a apreensão de drogas na Europa. Os denunciados pela prática dos crimes de tráfico e associação ao tráfico internacional de drogas poderão ser condenados de nove a quarenta anos de prisão, além do pagamento de multa.
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