Profissionais de enfermagem realizam protesto em São Cristóvão

Categoria reivindica aplicação do piso nacional, vetado pelo ministro do STF, Luis Roberto Barroso

Manifestantes interrompem trânsito em frente ao Hospital Quinta D´Or, em São CristóvãoFoto: Reprodução/Internet
Publicado 14/09/2022 12:51
Rio - Enfermeiros e técnicos de enfermagem realizaram um protesto, na manhã desta quarta-feira (14), na rua Rua Almirante Baltazar, em frente ao Hospital Quinta D´Or, em São Cristóvão, Zona Norte do Rio. A atividade foi organizada pelo Sindicato dos Enfermeiros do Rio de Janeiro como resposta a uma liminar concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luis Roberto Barroso, que suspendeu a lei que estabelecia um piso salarial para a categoria. Desde a última quinta-feira (08), a entidade vem se mobilizando para organizar manifestações contra a decsão.
O protesto começou às 7h e paralisou um trecho da via, no sentido Centro. Policiais militares do 4º BPM (São Cristóvão) acompanharam o ato e controlaram o acesso na via, parcialmente bloqueada por pessoas vestidas de preto e carregando cartazes contra a liminar.
De acordo com o sindicato, a mobilização foi decidida em assembleia e prevê uma paralisação inicial de 24 horas. Além do Quinta D´Or, a entidade registrou manifestações em outras duas unidades, no Hospital dos Servidores do Estado, no Centro, e no Hospital Municipal Salgado Filho, no bairro do Méier, na Zona Norte.
A paralisação de hoje tem caráter parcial, pois o Sindicado dos Hospitais, Clínicas e Casas de Saúde do Município do Rio de Janeiro entrou com uma liminar nesta terça-feira (14) no Tribunal Regional do trabalho (TRT) impedindo que a categoria realizasse uma greve geral. No pedido, acatado pela desembargadora Mary Bucker Caminha, os profissionais devem respeitar a presença de 90% de profissionais nos postos de trabalho.
Caso o STF suspenda a lei que garanta o piso nacional na votação eletrônica, que tem prazo até o próximo dia 16, uma nova atividade está marcada para o dia 21 de setembro.
Na liminar, Barroso atendeu a um pedido da Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos e Serviços (CNSaúde) e, em sua decisão, concordou com o argumento da entidade sobre os riscos de demissão em massa nos hospitais. O ministro mencionou ainda a redução da qualidade de serviços no setor da saúde, com fechamento de leitos.
O sindicato contesta o argumento do ministro e afirma que, durante a pandemia de Covid-19, os hospitais e clínicas, em todo o país, tiveram lucro recorde, o que possibilitaria o aumento previsto pela lei. Acrescentam ainda, que a categoria é essencial e foi sacrificada durante todo o período. De acordo com o presidente, Mauro Schiavo, "os impactos financeiros da medida foram discutidos no Congresso e garantiram a aprovação, no mês passado, do projeto de lei".
Procurada pelo Dia, a assessoria do STF não se manifestou sobre os atos.
 
 
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Profissionais de enfermagem realizam protesto em São Cristóvão

Categoria reivindica aplicação do piso nacional, vetado pelo ministro do STF, Luis Roberto Barroso

Manifestantes interrompem trânsito em frente ao Hospital Quinta D´Or, em São CristóvãoFoto: Reprodução/Internet
Publicado 14/09/2022 12:51
Rio - Enfermeiros e técnicos de enfermagem realizaram um protesto, na manhã desta quarta-feira (14), na rua Rua Almirante Baltazar, em frente ao Hospital Quinta D´Or, em São Cristóvão, Zona Norte do Rio. A atividade foi organizada pelo Sindicato dos Enfermeiros do Rio de Janeiro como resposta a uma liminar concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luis Roberto Barroso, que suspendeu a lei que estabelecia um piso salarial para a categoria. Desde a última quinta-feira (08), a entidade vem se mobilizando para organizar manifestações contra a decsão.
O protesto começou às 7h e paralisou um trecho da via, no sentido Centro. Policiais militares do 4º BPM (São Cristóvão) acompanharam o ato e controlaram o acesso na via, parcialmente bloqueada por pessoas vestidas de preto e carregando cartazes contra a liminar.
De acordo com o sindicato, a mobilização foi decidida em assembleia e prevê uma paralisação inicial de 24 horas. Além do Quinta D´Or, a entidade registrou manifestações em outras duas unidades, no Hospital dos Servidores do Estado, no Centro, e no Hospital Municipal Salgado Filho, no bairro do Méier, na Zona Norte.
A paralisação de hoje tem caráter parcial, pois o Sindicado dos Hospitais, Clínicas e Casas de Saúde do Município do Rio de Janeiro entrou com uma liminar nesta terça-feira (14) no Tribunal Regional do trabalho (TRT) impedindo que a categoria realizasse uma greve geral. No pedido, acatado pela desembargadora Mary Bucker Caminha, os profissionais devem respeitar a presença de 90% de profissionais nos postos de trabalho.
Caso o STF suspenda a lei que garanta o piso nacional na votação eletrônica, que tem prazo até o próximo dia 16, uma nova atividade está marcada para o dia 21 de setembro.
Na liminar, Barroso atendeu a um pedido da Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos e Serviços (CNSaúde) e, em sua decisão, concordou com o argumento da entidade sobre os riscos de demissão em massa nos hospitais. O ministro mencionou ainda a redução da qualidade de serviços no setor da saúde, com fechamento de leitos.
O sindicato contesta o argumento do ministro e afirma que, durante a pandemia de Covid-19, os hospitais e clínicas, em todo o país, tiveram lucro recorde, o que possibilitaria o aumento previsto pela lei. Acrescentam ainda, que a categoria é essencial e foi sacrificada durante todo o período. De acordo com o presidente, Mauro Schiavo, "os impactos financeiros da medida foram discutidos no Congresso e garantiram a aprovação, no mês passado, do projeto de lei".
Procurada pelo Dia, a assessoria do STF não se manifestou sobre os atos.
 
 
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