Publicado 06/01/2023 13:21
Rio - A ONG Community Organised Relief Effort (Core) vai inaugurar, em parceria com a Prefeitura do Rio, o primeiro Centro de Referência e Atendimento para Imigrantes (Crai-RJ) do Rio de Janeiro neste sábado (7) na Gamboa.
A casa vai funcionar em um espaço cedido pela prefeitura, no segundo andar do Mercado Popular Leonel de Moura Brizola, prédio do município na Rua Bento Ribeiro 86, próximo à Central do Brasil. A Core fez a reforma para adequar o local para receber crianças e adultos que migram para o Rio em busca de acolhida.
Criada após o terremoto no Haiti, em 2010, a Core, organização especializada em ajuda humanitária, uniu-se à prefeitura para atender as necessidades dos migrantes e pessoas refugiadas, vinda de países como Venezuela, República Democrática do Congo e Haiti, na cidade. O trabalho da organização no Brasil, no entanto, iniciou-se em 2021 com ações voltadas ao combate da pandemia da covid-19.
Nos últimos cinco anos, o Brasil vem recebendo cada vez mais pessoas refugiadas, e elas têm buscado o Rio de Janeiro para começar uma nova etapa em suas vidas. Uma dessas pessoas foi o jovem congolês Moïse Kabagambe, assassinado na Barra da Tijuca, Zona Oeste, no ano passado. Esse caso deixou em evidência a vulnerabilidade com que pessoas migrantes e refugiadas vivem na capital do estado.
Pela falta de serviços públicos que ajudem esses grupos a emitirem documentos, como CPF e carteira de trabalho, muitos deles vivem sem garantias de direitos trabalhistas ou não conseguem acessar direitos básicos de saúde. O Crai-RJ vai oferecer serviços específicos a essa população, como abrigamento temporário, assistência social e jurídica, aulas de português como língua de acolhimento e inclusão digital.
A equipe do Crai-RJ é multidisciplinar e conta com profissionais da Síria, Venezuela, Angola, República Democrática do Congo, Haiti, Benin, Colômbia e brasileiros especializados em questões migratórias.
O Coordenador do Crai é um jovem que veio de Aleppo, na Síria, e mora no Rio de Janeiro há dez anos. Adel Bakkour fala português com sotaque carioca e é um dos líderes comunitários da população migrante residente na cidade.
"Migrantes e refugiados chegam ao Brasil após longas viagens e são recebidos por policiais locais, que na maioria das vezes, não falam nenhuma língua estrangeira, não estão familiarizados com os direitos dos migrantes e refugiados e que muitas vezes discriminam essa população. O Centro de Suporte à Migração do Core fornecerá um refúgio seguro para que os migrantes sejam devidamente acolhidos e encontrem aqui os meios de começar uma nova vida no Rio", diz Adel.
O Crai-RJ vai funcionar de segunda-feira de 9 às 18h e no sábado de 9h às 15h. Para saber mais e contribuir com o projeto acesse: https://www.coreresponse.org/brasil/
Em resposta ao caso trágico do congolês Moïse, em abril de 2022, a Prefeitura criou um Comitê de Políticas Públicas para Refugiados, Migrantes e Apátridas do Município (COMPARM-RIO). A Core é membro do órgão e a partir das demandas expostas no comitê, a ONG propôs um acordo de cooperação técnica com a Secretaria Municipal Especial de Cidadania (Secid) visando a criação do primeiro Crai-RJ.
Criada após o terremoto no Haiti, em 2010, a Core, organização especializada em ajuda humanitária, uniu-se à prefeitura para atender as necessidades dos migrantes e pessoas refugiadas, vinda de países como Venezuela, República Democrática do Congo e Haiti, na cidade. O trabalho da organização no Brasil, no entanto, iniciou-se em 2021 com ações voltadas ao combate da pandemia da covid-19.
Nos últimos cinco anos, o Brasil vem recebendo cada vez mais pessoas refugiadas, e elas têm buscado o Rio de Janeiro para começar uma nova etapa em suas vidas. Uma dessas pessoas foi o jovem congolês Moïse Kabagambe, assassinado na Barra da Tijuca, Zona Oeste, no ano passado. Esse caso deixou em evidência a vulnerabilidade com que pessoas migrantes e refugiadas vivem na capital do estado.
Pela falta de serviços públicos que ajudem esses grupos a emitirem documentos, como CPF e carteira de trabalho, muitos deles vivem sem garantias de direitos trabalhistas ou não conseguem acessar direitos básicos de saúde. O Crai-RJ vai oferecer serviços específicos a essa população, como abrigamento temporário, assistência social e jurídica, aulas de português como língua de acolhimento e inclusão digital.
A equipe do Crai-RJ é multidisciplinar e conta com profissionais da Síria, Venezuela, Angola, República Democrática do Congo, Haiti, Benin, Colômbia e brasileiros especializados em questões migratórias.
O Coordenador do Crai é um jovem que veio de Aleppo, na Síria, e mora no Rio de Janeiro há dez anos. Adel Bakkour fala português com sotaque carioca e é um dos líderes comunitários da população migrante residente na cidade.
"Migrantes e refugiados chegam ao Brasil após longas viagens e são recebidos por policiais locais, que na maioria das vezes, não falam nenhuma língua estrangeira, não estão familiarizados com os direitos dos migrantes e refugiados e que muitas vezes discriminam essa população. O Centro de Suporte à Migração do Core fornecerá um refúgio seguro para que os migrantes sejam devidamente acolhidos e encontrem aqui os meios de começar uma nova vida no Rio", diz Adel.
O Crai-RJ vai funcionar de segunda-feira de 9 às 18h e no sábado de 9h às 15h. Para saber mais e contribuir com o projeto acesse: https://www.coreresponse.org/brasil/
Em resposta ao caso trágico do congolês Moïse, em abril de 2022, a Prefeitura criou um Comitê de Políticas Públicas para Refugiados, Migrantes e Apátridas do Município (COMPARM-RIO). A Core é membro do órgão e a partir das demandas expostas no comitê, a ONG propôs um acordo de cooperação técnica com a Secretaria Municipal Especial de Cidadania (Secid) visando a criação do primeiro Crai-RJ.
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