Publicado 31/01/2023 11:03
Rio - A Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça do Rio deu 48 horas, a partir desta segunda-feira (30), para que a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) e a direção da Penitenciária Lemos Brito forneçam detalhes sobre a fuga de três presos considerados de alta periculosidade na madrugada do último domingo (29).
Em parte da decisão do juiz Bruno Monteiro Rulière, o magistrado cita que "os fatos ventilados revelam um quadro que expõe fundadas suspeitas de falhas grosseiras e/ou ações e/ou omissões ilícitas de servidores da Secretaria de Administração Penitenciária, capazes de comprometer a disciplina, ordem e segurança da unidade prisional".
Na sequência, dentre as perguntas feitas à Seap, Rulière questionou no que diz respeito a quantos servidores estavam trabalhando no dia do ocorrido - com a devida identificação de todos; qual era a quantidade de postos cobertos e descobertos; como ocorreu a saída dos presos dos alojamentos, uma vez que estavam em celas distintas; como os presos ultrapassaram as grades da cela; considerando que o local possui sistema de gerador no caso de queda de luz, por que este não imediatamente acionado para a manutenção da operação das câmeras e, por fim, quantas vezes, nos últimos três meses, foram registradas quedas de energia.
Em parte da decisão do juiz Bruno Monteiro Rulière, o magistrado cita que "os fatos ventilados revelam um quadro que expõe fundadas suspeitas de falhas grosseiras e/ou ações e/ou omissões ilícitas de servidores da Secretaria de Administração Penitenciária, capazes de comprometer a disciplina, ordem e segurança da unidade prisional".
Na sequência, dentre as perguntas feitas à Seap, Rulière questionou no que diz respeito a quantos servidores estavam trabalhando no dia do ocorrido - com a devida identificação de todos; qual era a quantidade de postos cobertos e descobertos; como ocorreu a saída dos presos dos alojamentos, uma vez que estavam em celas distintas; como os presos ultrapassaram as grades da cela; considerando que o local possui sistema de gerador no caso de queda de luz, por que este não imediatamente acionado para a manutenção da operação das câmeras e, por fim, quantas vezes, nos últimos três meses, foram registradas quedas de energia.
Ao analisar a imagem da cela sem uma barra, o que possibilitou a fuga, parece que essa foi arrancada com o auxílio de uma espécie de serra para cortá-la. A Seap foi questionada pela reportagem em relação a qual material foi utilizado para permitir a saída, mas, até o momento, não obteve retorno.
A pedido da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, o magistrado também determinou que a Seap preste informações sobre "restrições (sanções) e providências (coletivas ou individuais) adotadas em relação aos presos".
De acordo com parentes de detentos, as visitas forma suspensas e que internos foram agredidos durante uma vistoria.
De acordo com parentes de detentos, as visitas forma suspensas e que internos foram agredidos durante uma vistoria.
A Polícia Civil abriu um inquérito para apurar ainda se houve facilitação para a fuga.
Fala de secretária é contestada por sindicato
O sindicato dos policiais penais contestou a informação da secretária Maria Rosa Lo Duca Nebel de que sete agentes estavam trabalhando na madrugada da fuga. De acordo com a entidade, eram apenas cinco plantonistas para 778 detentos.
"No dia da fuga, só tinha cinco na turma, contando com o RAS (Regime de Horas Extras). Não tinha sete, como foi falado. Está tudo lançado no livro”, disse um agente ouvido pelo G1.
"No dia da fuga, só tinha cinco na turma, contando com o RAS (Regime de Horas Extras). Não tinha sete, como foi falado. Está tudo lançado no livro”, disse um agente ouvido pelo G1.
Segundo esse mesmo profissional, a estrutura de Gericinó está precária.
"O gerador não está armando, só está funcionando no manual. Para ligar, o servidor precisa sair da unidade. E para sair, tem que ligar para o diretor. E como é que liga para o diretor se os telefones do complexo estão inoperantes há seis meses?", contou.
"O gerador não está armando, só está funcionando no manual. Para ligar, o servidor precisa sair da unidade. E para sair, tem que ligar para o diretor. E como é que liga para o diretor se os telefones do complexo estão inoperantes há seis meses?", contou.
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