Vencedor deverá investir R$ 97 milhões em intervenções durante dois anos e meio para renovar a estrutura do pavilhão, estacionamento e a praça em que está localizado Divulgação
Publicado 24/04/2023 13:09
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Rio - A Prefeitura do Rio publicou, na última quinta-feira (20), um edital de licitação para realizar a concessão à iniciativa privada do Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, em São Cristóvão, região central do Rio. O secretário municipal de coordenação governamental do Rio, Jorge Arraes, afirmou que a intenção é investir na feira para torná-la uma âncora cultural que integre o bairro ao Porto Maravilha. 
O vencedor deverá investir R$ 97 milhões em intervenções durante dois anos e meio para renovar a estrutura do imóvel, o estacionamento e a praça em que está localizado. Ao todo serão 82 mil m² de área revitalizada com investimento privado.
A empresa será responsável pela gestão da Feira de São Cristóvão por 35 anos com obrigatoriedade de manter o local exclusivamente como centro de tradições nordestinas; dar prioridade à permanência das pessoas que trabalham atualmente no pavilhão; e fazer as intervenções por fases para garantir trabalho para quem vive da feira durante o período de obras.
"A ideia é manter os atuais comerciantes da feira e agregar outros tipos de uso especificamente vinculados à tradição nordestina. Seja do ponto de vista gastronômico, ou do ponto de vista cultural, do folclore da região. É uma área muito importante para a cidade no bairro de São Cristóvão que é como se fosse a expansão do Porto Maravilha, no sentido urbanístico, com a construção do Terminal Gentileza e a passagem do VLT para São Cristóvão", afirmou o secretário Jorge Arraes. "Será uma virada de página no bairro de São Cristóvão utilizando a principal âncora cultural da região", completou.
A Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar) fez um levantamento ao longo de uma semana com cadastramento dos trabalhadores do local junto à comissão dos feirantes e representantes dos artistas. Em meados de 2022, duas empresas participaram de Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) para preparar material sobre a concessão. Uma delas, o Grupo AM Malls, entregou os estudos de viabilidade que desenvolveu. Após processo de análise, o material foi usado como base pelo município para estruturação da concessão com alterações e sugestões da associação de artistas e da comissão da feira. 

O presidente da Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar), Gustavo Guerrante, explica que o imóvel precisa de importantes intervenções estruturais e reforça que os trabalhadores do local terão suas atividades de tradições nordestinas mantidas e respeitadas ao longo do processo.

"É um ponto de encontro querido pelos cariocas e um importante centro de tradições da cultura nordestina no Rio. Hoje a infraestrutura do pavilhão erguido na década de 60 está precisando de grande modernização. Essa concessão trará os investimentos necessários sem dinheiro do tesouro e com as devidas garantias do poder público para a população que tira seu sustento dali", afirmou.

Sobre o Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas

Inaugurado em 1962 como centro de convenções, já foi usado como barracão provisório das escolas de samba e desde 2003 o pavilhão homenageia o rei do Baião, Luiz Gonzaga, que dá nome ao Centro de Tradições Nordestinas. O local também é conhecido como Feira de São Cristóvão e virou símbolo da cultura nordestina no Rio com música regional, forró, culinária e ponto de encontro dos amantes do karaokê.

O Pavilhão tem 31,7 mil m² de área construída e 29,8 mil m² de estacionamento. Ao todo são cerca de 600 boxes e restaurantes dos quais metade fechou durante o pior momento da pandemia de covid-19. Atualmente cerca de 150 mil pessoas visitam o pavilhão mensalmente. A entrada é paga no valor de R$ 10.
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