Os agentes cumprem três mandados em residências localizadas na Zona OesteDivulgação/PF
Publicado 28/06/2023 07:25 | Atualizado 28/06/2023 11:43
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Rio - A Polícia Federal, com apoio da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), realiza, nesta quarta-feira (28), grande operação para combater uma organização dedicada à prática de fraudes bancárias eletrônicas. Na ação, os agentes buscam cumprir três mandados de busca e apreensão em residências localizadas em Santa Cruz e Cosmos, na Zona Oeste.

Segundo as investigações, o grupo de repressão a crimes contra a Caixa Econômica Federal (GCEF/PF/RJ) identificou três pessoas que emprestaram suas contas bancárias para a realização de fraudes eletrônicas que causam prejuízo anual multimilionário à instituição.

Nos últimos anos, a Polícia Federal detectou um aumento considerável da participação consciente de pessoas físicas em esquemas criminosos, para os quais emprestam suas contas, mediante pagamento, passando a ser "laranjas" do esquema. Este lucro fácil, com a cessão das contas para receber transações fraudulentas, possibilita as fraudes. 

A operação faz parte do Projeto Tentáculos, que tem como um dos principais pilares um acordo de cooperação técnica entre a Polícia Federal e a Febraban, vigente desde outubro de 2017, consolidando-se como referência interna e internacional de cooperação público/privada no combate às fraudes.

A PF alerta ainda que emprestar contas bancárias para receber créditos fraudulentos é crime, além de provocar um dano considerável às vítimas. A ação tem sido um dos principais vetores de financiamento de organizações criminosas.

As penas para os crimes investigados podem chegar até oito anos de prisão, mais multas, e ainda serem agravadas se os crimes forem praticados com o uso de servidor mantido fora do Brasil, ou ainda se a vítima for uma pessoa idosa ou vulnerável.
Procurados, a Caixa Econômica informou que coopera integralmente com a Polícia Federal e demais órgãos de segurança pública nas investigações e operações de combate à crimes na instituição. Todas as informações sobre eventos criminosos em suas unidades são consideradas sigilosas e repassadas exclusivamente às autoridades competentes.

"Adicionalmente, esclarecemos que a Caixa possui estratégia, políticas e procedimentos de segurança para a proteção dos dados e operações de seus clientes e dispõe de tecnologias e equipes especializadas para garantir segurança aos seus processos e canais de atendimento", disse em nota.
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