Publicado 12/07/2023 12:00 | Atualizado 12/07/2023 12:59
Rio - A ONG Rio de Paz lamenta a morte do menino de 11 anos baleado a caminho da escola em Maricá, na Região Metropolitana do Rio, na manhã desta quarta-feira (12). Essa é a 8ª morte de crianças vítimas de arma de fogo em todo estado só este ano.
O nome da vítima será afixado no mural da instituição, na Lagoa, Zona Sul do Rio, onde é mantido um memorial com nomes de crianças e adolescentes mortos por balas perdidas e policiais assassinados. A placa com o nome da criança ainda será confeccionada.
A organização acompanha desde 2007 os casos de vítimas entre 0 e 14 anos mortas por armas de fogo em todo estado, a maioria por balas perdidas em favelas. Ao todo, desde o início da contabilização, já são 99 mortes.
O fundador da Rio de Paz, Antônio Carlos, criticou a ação da polícia durante o horário em que as crianças estão indo à escola. “Nos mostre em qual nação livre e desenvolvida há confronto entre policiais e bandidos justamente em local e hora que crianças estão se dirigindo para a escola. Na cultura das operações policiais do Rio de Janeiro há uma histórica obsessão com a prisão e morte de bandidos em detrimento da segurança da população. Como resultado dessa anomalia, meninos e meninas pobres morrem de modo banal, e o caos instaurado há dezenas de anos na segurança pública continua o mesmo", comentou.
Antônio Carlos reforçou ainda que não há nada mais hediondo que uma criança morta por bala perdida. Ele também alega que falta atitude por parte da sociedade em se manifestar e cobrar das autoridades medidas que mudem esse cenário.
"A morte de crianças é o lado mais hediondo da criminalidade. A indiferença da sociedade, que recusa-se a ir às ruas protestar contra o assassinato desses inocentes, é sintoma de gravíssima patologia social”, disse.
O nome da vítima será afixado no mural da instituição, na Lagoa, Zona Sul do Rio, onde é mantido um memorial com nomes de crianças e adolescentes mortos por balas perdidas e policiais assassinados. A placa com o nome da criança ainda será confeccionada.
A organização acompanha desde 2007 os casos de vítimas entre 0 e 14 anos mortas por armas de fogo em todo estado, a maioria por balas perdidas em favelas. Ao todo, desde o início da contabilização, já são 99 mortes.
O fundador da Rio de Paz, Antônio Carlos, criticou a ação da polícia durante o horário em que as crianças estão indo à escola. “Nos mostre em qual nação livre e desenvolvida há confronto entre policiais e bandidos justamente em local e hora que crianças estão se dirigindo para a escola. Na cultura das operações policiais do Rio de Janeiro há uma histórica obsessão com a prisão e morte de bandidos em detrimento da segurança da população. Como resultado dessa anomalia, meninos e meninas pobres morrem de modo banal, e o caos instaurado há dezenas de anos na segurança pública continua o mesmo", comentou.
Antônio Carlos reforçou ainda que não há nada mais hediondo que uma criança morta por bala perdida. Ele também alega que falta atitude por parte da sociedade em se manifestar e cobrar das autoridades medidas que mudem esse cenário.
"A morte de crianças é o lado mais hediondo da criminalidade. A indiferença da sociedade, que recusa-se a ir às ruas protestar contra o assassinato desses inocentes, é sintoma de gravíssima patologia social”, disse.
O caso
De acordo com a Polícia Militar, equipes do 12º BPM (Niterói) realizavam policiamento quando foram atacadas por criminosos armados nas proximidades na região e houve confronto. Após cessar os disparos, os policiais afirmam que encontraram a criança atingida e já sem vida.
Imagens que circulam nas rede sociais mostram a vítima caída no chão, com uniforme escolar. Moradores se aglomeraram e protestaram contra os policiais logo após o ocorrido. "As crianças não podem nem ir para escola estudar, pode nem ter paz", disse uma testemunha.
Crianças mortas em 2023
1. J. D. de S. de 11 anos, foi morto no dia 1º de janeiro por bala perdida, enquanto via os fogos com a família em Mesquita, na Baixada Fluminense.
2. R. R. V. de 10 anos, foi morta em 25 janeiro por bala perdida quando brincava em frente de casa, em São João de Meriti, na Baixada. Ocupantes em um carro que passavam pelo local atirando atingiram a menina.
3. M. E. C. M de 9 anos, morreu em 19 de fevereiro, em Praia Grande, Magé, na Baixada Fluminense, por um tiro de bala perdida disparado durante uma briga entre um policial civil e um bandido em um bloco de Carnaval. Na ação, uma mulher também foi morta.
4. E. A. O de 9 anos, morreu em 5 de abril, em Madureira, na Zona Norte do Rio. A menina voltava da escola quando foi atingida por uma bala perdida. No momento, havia confronto entre traficantes das comunidades da região.
5. J. L. S. de S. de 12 anos, morreu em 15 de abril, por uma bala perdida, em Itatiaia, Sul Fluminense, quando traficantes atiraram contra um desafeto, no bairro Nova Conquista. A menina estava na calçada e uma das balas a atingiu nas costas.
6. L. S. N. D. de 11 anos, morreu em 30 de abril, no Complexo do Chapadão, por bala perdida. Há informação de que havia confronto entre traficantes quando o menino foi atingido. Uma jovem de 18 anos também morreu e a mãe dela foi baleada.
7. Y. G. M. de 12 anos, morreu em 8 de julho, por um tiro de bala perdida, enquanto brincava, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense. O tiro teria sido disparado durante uma guerra entre milicianos.
Imagens que circulam nas rede sociais mostram a vítima caída no chão, com uniforme escolar. Moradores se aglomeraram e protestaram contra os policiais logo após o ocorrido. "As crianças não podem nem ir para escola estudar, pode nem ter paz", disse uma testemunha.
Crianças mortas em 2023
1. J. D. de S. de 11 anos, foi morto no dia 1º de janeiro por bala perdida, enquanto via os fogos com a família em Mesquita, na Baixada Fluminense.
2. R. R. V. de 10 anos, foi morta em 25 janeiro por bala perdida quando brincava em frente de casa, em São João de Meriti, na Baixada. Ocupantes em um carro que passavam pelo local atirando atingiram a menina.
3. M. E. C. M de 9 anos, morreu em 19 de fevereiro, em Praia Grande, Magé, na Baixada Fluminense, por um tiro de bala perdida disparado durante uma briga entre um policial civil e um bandido em um bloco de Carnaval. Na ação, uma mulher também foi morta.
4. E. A. O de 9 anos, morreu em 5 de abril, em Madureira, na Zona Norte do Rio. A menina voltava da escola quando foi atingida por uma bala perdida. No momento, havia confronto entre traficantes das comunidades da região.
5. J. L. S. de S. de 12 anos, morreu em 15 de abril, por uma bala perdida, em Itatiaia, Sul Fluminense, quando traficantes atiraram contra um desafeto, no bairro Nova Conquista. A menina estava na calçada e uma das balas a atingiu nas costas.
6. L. S. N. D. de 11 anos, morreu em 30 de abril, no Complexo do Chapadão, por bala perdida. Há informação de que havia confronto entre traficantes quando o menino foi atingido. Uma jovem de 18 anos também morreu e a mãe dela foi baleada.
7. Y. G. M. de 12 anos, morreu em 8 de julho, por um tiro de bala perdida, enquanto brincava, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense. O tiro teria sido disparado durante uma guerra entre milicianos.
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